A Polícia Civil do Rio Grande do Norte cumpriu, nesta sexta-feira (6), três mandados de prisão e seis de busca e apreensão durante a segunda fase da Operação Cavalo de Troia. A ação investiga um grupo suspeito de aplicar o chamado “golpe do falso CEO”, que teria causado um prejuízo de quase R$ 1 milhão a uma empresa.
As diligências ocorreram em Florânia e São Vicente, no Rio Grande do Norte, e em Campina Grande, na Paraíba. Segundo a investigação, os suspeitos se passavam por executivos de empresas para convencer funcionários a realizar transferências bancárias.
No caso investigado, uma funcionária teria sido induzida a fazer quatro transferências via Pix, que somaram quase R$ 1 milhão.
A primeira fase da operação foi realizada em Currais Novos, onde a polícia cumpriu um mandado de prisão preventiva e outro de busca e apreensão. A partir da análise do material reunido, os investigadores identificaram outros suspeitos e uma possível divisão de tarefas na execução das fraudes e na movimentação do dinheiro.
Nesta etapa, a Polícia Civil busca reunir novas provas, apreender dispositivos eletrônicos, rastrear os valores transferidos e esclarecer a participação de cada investigado. Até o momento, a corporação não detalhou o resultado dos mandados cumpridos nesta sexta-feira.
A polícia orienta que empresas confirmem por canais oficiais pedidos de pagamentos recebidos por aplicativos de mensagens ou plataformas corporativas. Informações sobre o caso podem ser repassadas anonimamente pelo Disque Denúncia 181.

