Enquanto muitos potiguares se preparam para torcer pela Seleção Brasileira diante das telas, uma mossoroense está vivendo o sonho do hexacampeonato de um ângulo privilegiado. Atalija Lima, gerente de redes sociais da Uber para a América Latina, uma das empresas patrocinadoras da CBF, ganhou os gramados norte-americanos para coordenar a estratégia digital da marca, acompanhar influenciadores e produzir conteúdo exclusivo diretamente dos bastidores.
Para Atalija, estar em Nova York para o primeiro jogo da Seleção tem um significado que mistura o sucesso profissional com uma realização pessoal antiga. “Eu vivi a Copa de 2014 no Brasil, fui a dois jogos em Natal, mas não cheguei a ver a Seleção Brasileira. Essa vai ser a primeira vez que vou conseguir ver o Brasil jogando em uma Copa. É muito especial combinar o lado profissional com essa paixão pessoal”, revelou a jornalista em conversa com o Diário do RN.
Acesso aos ídolos
A rotina nos Estados Unidos tem sido intensa e gratificante. Durante a fase final de treinamentos nesta semana, Atalija teve acesso direto aos craques que buscam o título mundial. “Foi uma experiência surreal. Eu jamais imaginei que estaria em um lugar com poucas pessoas, tendo acesso a ídolos como Vini Júnior, Neymar, Endrick e ao próprio técnico Ancelotti. Ver o planejamento tático e depois poder interagir com eles foi algo que só o meu trabalho poderia proporcionar”, conta a jornalista.
Ela também revela que essa proximidade com a seleção tem feito o coração de torcedora bater diferente.
“Confesso que alguns meses atrás eu não estava com expectativa muito grande, mas não tem como você não se contagiar estando aqui, vendo a seleção, vendo a empolgação dos torcedores brasileiros. Então agora eu estou muito confiante. Eu não sei se o Hexa vem, mas eu tenho certeza já que a gente chega bem longe”.

Nova York dividida: Futebol vs. NBA
Apesar da presença brasileira, Atalija observa que o clima de “Copa do Mundo” nos Estados Unidos ainda é diferente da efervescência vivida no Brasil. Segundo ela, o foco dos nova-iorquinos no momento está dividido.
“O pessoal aqui de Nova York ainda não entrou totalmente no clima, principalmente porque os New York Knicks estão nas finais da NBA. A Copa acaba sendo um assunto secundário para eles agora, mas nada que a chegada em massa dos brasileiros na cidade não resolva”, diverte-se.
Um papo de cinema: o encontro com Spike Lee
Entre os lances táticos e a produção de conteúdo, Atalija Lima viveu um momento que ela define como “completamente surreal”: um encontro descontraído com o lendário cineasta norte-americano Spike Lee.
Conhecido por ser um fervoroso torcedor e fã da cultura brasileira, Spike Lee estava acompanhando o treino da Seleção quando Atalija se aproximou. “Ele estava sendo super solícito. Cheguei para pedir uma foto e dizer que era fã, e ele simplesmente disse: ‘não, senta aqui do meu lado, vamos bater um papo’”, relata a potiguar.
O diálogo, que durou alguns minutos, teve até espaço para geografia e elogios. “Ele perguntou de onde eu era. Quando eu disse Brasil, ele quis saber o local exato, pois o país é muito grande. Expliquei que era de Natal, no Nordeste. Ele ainda elogiou meu cabelo e me perguntou se eu iria ver o jogo dos Knicks”, conta Atalija, impressionada com a simplicidade do diretor. “Ele foi adorável e estava genuinamente interessado no que eu tinha para falar. Agradeço muito à Seleção por essa oportunidade”, finaliza

