Em meio à disputa presidencial de segundo turno e às discussões envolvendo a imagem de Nossa Senhora Aparecida, o Arcebispo Metropolitano de Aparecida, Dom Mário Antônio da Silva, defendeu o respeito entre pessoas com opiniões diferentes durante a Missa Solene da Padroeira do Brasil, realizada nesta segunda-feira (12), no Santuário Nacional de Aparecida, em São Paulo.
Durante a homilia, o religioso destacou a necessidade de evitar divisões e confrontos, afirmando que a fé cristã não estimula o ódio contra quem possui pensamentos diferentes.
“Muitas vezes alimentamos divisões, com armamentos, com guerras, e tantos confrontos entre nós. O Evangelho não nos autoriza a odiar quem pensa diferente e nem a matar os inimigos. O Evangelho nos autoriza a construir pontes onde alguém abre precipícios ou pontes, ou onde alguém ergue muros”, declarou.
A celebração contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), da vice-primeira-dama Lu Alckmin, do ministro da Saúde Alexandre Padilha (PT), da deputada federal eleita Tabata Amaral (PSB), do ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) e do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab.
A Festa da Padroeira de 2026 marcou a primeira celebração de Nossa Senhora Aparecida conduzida por Dom Mário Antônio da Silva como arcebispo de Aparecida. O evento também encerrou a Jornada Bíblica do Santuário Nacional, projeto que durante oito anos realizou o revestimento das fachadas da basílica com mosaicos inspirados em passagens bíblicas.
Polêmica envolvendo imagem de Nossa Senhora Aparecida
A celebração ocorreu após uma polêmica envolvendo a imagem da Padroeira do Brasil durante o período eleitoral. Cerca de uma semana antes do primeiro turno das eleições de 2026, circularam nas redes sociais publicações que relacionavam o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) a uma suposta articulação para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
A informação gerou manifestações de diferentes setores políticos e religiosos, mas não possui respaldo em projeto em tramitação no Congresso Nacional. Flávio Bolsonaro negou envolvimento na suposta iniciativa.
O episódio colocou novamente em debate a relação entre religião e política durante o período eleitoral, enquanto lideranças religiosas passaram a defender mensagens de respeito, diálogo e convivência entre diferentes posições.
Com informações do Metrópoles

