Feriado nacional, o Dia de Finados, celebrado nesta segunda-feira, 2 de novembro, teve origem no século 2. A data religiosa é dedicada a orações e homenagens às almas de amigos e parentes mortos. A palavra “Finado” tem origem no latim finātus, que significa “aquilo que chegou ao fim”.
Para a Igreja Católica, mais do que um momento de luto e oportunidade de lembrar das pessoas que já morreram, o dia é marcado pela fé e a esperança, diante da crença da vida eterna e da ressurreição dos mortos.
Os primeiros registros de celebrações remontam ao século 2, com os cristãos já rezando pelos mortos. As orações se concentravam no terceiro dia após o sepultamento e depois no aniversário da morte. Com o tempo, o sétimo e o trigésimo dia também passaram a ser marcados com orações pelos mortos.
Oficialização do dia
A data de 2 de novembro em homenagem aos mortos veio séculos depois, em 998 (d.C.). O abade Odilo, do mosteiro beneditino de Cluny, na França, determinou que todos os mosteiros sob sua jurisdição dedicassem esse dia a orações aos fiéis mortos, nomeando-o como “Dia de todas as almas”.
A escolha dessa data, logo após o Dia de Todos os Santos, celebrado em 1.º de novembro, não foi por acaso. Enquanto a primeira celebração é para aqueles que já alcançaram o céu, o Dia de Finados é dedicado àqueles que ainda estão em processo de purificação.
De acordo com a fé católica, após a morte, as almas seguem três caminhos possíveis:
- aqueles que morrem sem pecado grave vão diretamente para o céu;
- aqueles que morrem em estado de condenação vão para o inferno;
- e aqueles que morreram em estado de graça, mas ainda com pecados veniais ou com a necessidade de purificação, vão para o purgatório.
Assim, as orações e missas oferecidas pelos vivos podem, segundo essa crença, ajudar as almas no processo de purificação.
Por isso, o Dia de Finados simboliza fé e esperança. E os católicos são convidados a ajudar essas almas indo às missas ou visitando cemitérios.
O Dia de Finados se espalhou por outras regiões da Europa, tornando-se uma celebração universal na Igreja Católica por volta do século 13.
Em muitas paróquias, várias missas são celebradas ao longo do dia, com a intenção específica de rezar pelas almas dos falecidos. Em algumas comunidades, é comum que as missas sejam celebradas nos próprios cemitérios.
As flores são um sinal de respeito e saudade, enquanto as velas acesas nos túmulos simbolizam a fé na ressurreição dos mortos e a esperança de que as almas descansarão junto de Deus.
*Com informações de Estadão

