LULA E FLÁVIO NO PICADEIRO DE TRUMP
O anúncio de uma proposta de novo tarifaço americano de 25% acionou o alarme no PIB nacional. Mas, no olimpo da nossa política partidária, o que era para ser um debate econômico sério – ainda em definição – virou um esquete de comédia pastelão, onde a única coisa que realmente se exporta é o puro suco do oportunismo eleitoral.
De um lado do picadeiro, o senador Flávio Bolsonaro protagonizou uma cena digna de roteiro cinematográfico de humor ao apelar diretamente ao Escritório de Comércio dos EUA (USTR). Em uma “diplomacia paralela” de dar nó em gravata, o parlamentar protocolou uma alentada choradeira de 19 páginas pedindo, vejam só, para Donald Trump adiar o calote tarifário por 180 dias. O motivo de tamanha benevolência? Evitar que as taxas deem “palanque e fôlego” ao governo atual. Ou seja, para o clã, o problema não é o ferro que o empresariado brasileiro vai levar no bolso, mas sim o cronograma das urnas de outubro! É o legítimo “Vivas ao Trump, mas suspende o tarifaço aí, chefe, senão estraga o meu santinho”.
Do outro lado, o presidente Lula não perdeu a chance de calçar as luvas do boxe geopolítico e ensaiar suas tradicionais firulas coreografadas em nome da “Defesa da Soberania”. Classificando a articulação da oposição como o mais puro “entreguismo”, o petista veste o manto do paladino ultrajado e bate no peito fingindo indignação com o “imperador do mundo”, enquanto esfrega as mãos nos bastidores, ciente de que o chabu econômico serve de combustível perfeito para inflamar o seu eleitorado nacionalista.
Enquanto a classe empresarial tenta trabalhar com um mínimo de sobriedade e responsabilidade, buscando blindar as cadeias produtivas dessa contaminação partidária rasteira, os dois lados preferem surfar no humor instável e irrequieto do inquilino da Casa Branca. A pancada mira em cheio setores estratégicos, como o aço e o alumínio (que já amargavam pesados 50% de sobretaxa), além de máquinas industriais, móveis, fios e vestuários nacionais. Se o agro respirou aliviado com as isenções do café e do suco de laranja, a indústria manufatureira vai ver o preço de seus produtos explodir no exterior.
As consequências no mercado interno desenham um roteiro de terror econômico: com as portas americanas trancadas pelo custo proibitivo, o excedente desses produtos vai ficar represado por aqui.
Longe de ser uma festa do desapego com preços baixos, o resultado real é a perda brutal de competitividade, o desestímulo à produção, fábricas operando em marcha lenta e o fantasma do desemprego batendo à porta dos polos industriais.
A grande piada de mau gosto, contudo, sobra para o respeitável público. Parte considerável da população brasileira insiste em uma cegueira voluntária coletiva, batendo palmas fervorosas para esses personagens que apenas usam o destino econômico do país como trampolim pessoal. Aplaudem o salvador da pátria de plantão ou o assessor de Donald Trump, sem perceber que, no fim das contas, a plateia continua pagando o ingresso mais caro para assistir ao próprio naufrágio.
BRIGA
Briga de parlamentares foi parar na justiça. É o caso do senador Styvenson Valentim (Podemos) e a deputada federal Nathália Bonavides (PT), ambos costumazes censores da imprensa livre.
DESENCONTROS
Ambos já entraram na justiça contra o Diário do RN, mas agora foram eles que se digladiaram na justiça. O senador Styvenson Valentim conseguiu ganhar ação na justiça contra a deputada Nathália Bonavides, por decisão da juíza Sulamita Pacheco, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
FALSAS
O TRE obrigou a deputada Nathália Bonavides a retirar de suas redes sociais informações que caracterizavam propaganda eleitoral antecipada e irregular, consideradas falsas e inverídicas contra o senador Styvenson Valentim. Tudo por conta do questionado fim da jornada 6 x 1.
WALTER
O vice-governador Walter Alves, que recusou assumir o governo do estado por conta do desequilíbrio fiscal exacerbado em que se encontra, disse em recente entrevista à 98FM que “O RN é o único estado brasileiro com despesas de pessoal acima do limite da Lei de Responsabilidade Fiscal”
ESTADUAL
Waltinho vem fazendo um trabalho intensificado por todo o estado em busca de possibilitar com que o seu partido, o MDB, eleja uma bancada robusta na Assembleia Legislativa.
ASSEMBLEIA
Na sessão de ontem, terça-feira. da Assembleia Legislativa, deputados da oposição “tiraram o couro” da governadora Fátima Bezerra. Tudo por conta do atraso dos repasses do IPVA, ICMS e FUNDEB para os municípios.
ATRASO
A FEMURN fez um levantamento suscinto e constatou que a gestão da governadora Fátima Bezerra deixou de repassar aos municípios a “bagatela” de mais de R$ 200 milhões. O assunto foi pautado na ALRN, com o deputado Tomba comandando os discursos inflamados em defesa dos municípios.

