ENTRE O PITO PRESIDENCIAL E AS TERRAS RARAS
Em Brasília, os acontecimentos ocupam os principais espaços na mídia nacional para mostrar a “fundamentalismo” dos nossos representantes como forças políticas que se desafiam mutuamente, sem maiores preocupações com o desenvolvimento do país.
No picadeiro central, o Governo Lula 3 agora experimenta o sabor exótico de governar sob o efeito de uma montanha-russa estragada. Entre os escândalos requentados do INSS e as amizades nada discretas com o Banco Master, a equipe ministerial parece ter trocado o manual de gestão por um estoque generoso de calmantes.
A última reunião ministerial, em plena antessala da Semana Santa, não teve nada de cristã. O Ministro da Casa Civil, Rui Costa, resolveu encarnar o papel de carrasco e passou um “pito” homérico em Sidônio Palmeira. O crime? Aparentemente, a propaganda oficial não está conseguindo convencer o brasileiro de que o preço da picanha caiu na mesma velocidade que a aprovação do governo.
Rui Costa, em um surto de confidência digno de fofoca de corredor, admitiu a colegas que foi “insuflado” pelo próprio Lula. Ou seja: o Presidente está naquele estágio de irritação onde ele não quer apenas resultados; ele quer culpados. Enquanto isso, as pesquisas mostram Flávio Bolsonaro não só fungando no pescoço do petista, mas já pedindo passagem na liderança. A desarrumação é tamanha que a equipe ministerial lembra uma orquestra onde cada músico toca um hino diferente enquanto o maestro tenta salvar o próprio CPF.
Do outro lado da polarização, a família Bolsonaro continua sua turnê internacional “Vendendo o Brasil”. Flávio Bolsonaro, em solo americano, resolveu que o Brasil é a solução para os problemas dos EUA, oferecendo nossas “terras raras” como quem oferece um cafezinho. Para a imprensa, um gesto “entreguista”; para seus seguidores, uma jogada de mestre digna de um estadista que ainda não aprendeu que soberania não se negocia no buffet de sobremesas.
Não querendo ficar para trás nas peripécias, Eduardo Bolsonaro decidiu que será o “inspetor-geral” das eleições brasileiras junto ao governo Trump. Ameaça “enredar” o Tribunal Superior Eleitoral – TSE para os americanos caso sinta qualquer brisa de parcialidade. É fascinante: de um lado, temos um governo que se perde na própria burocracia e no apetite por míseras aposentadorias do INSS e também por bancos; do outro, uma oposição que acredita que a Justiça Eleitoral brasileira deve explicações ao xerife de Palm Beach.
A polarização não é apenas uma estratégia política; é um spa de luxo onde ambos os lados se retroalimentam de atitudes esdrúxulas para manter o eleitor hipnotizado.
Enquanto Lula e os Bolsonaros radicalizam para garantir que ninguém mais entre na festa, o brasileiro assiste ao espetáculo com a sensação de quem pagou ingresso para um drama, mas acabou em uma comédia pastelão de quinta categoria. Outubro vem aí, e pelo visto, o feriado da Semana Santa foi apenas a calmaria antes do dilúvio de absurdos.
MDB
O vice-governador Walter Alves, presidente estadual do MDB/RN está confiante na possibilidade de formar uma boa bancada na Assembleia Legislativa. Walter é considerado o “puxador de votos” na nominata formada por 25 nomes, incluindo ex-deputado, ex-prefeitos e ex-vereadores da Capital.
RETALIAÇÃO
Depois que anunciou a sua desistência em assumir a governadoria com a pretensão da governadora Fátima Bezerra (PT)) que disputaria uma das vagas no Senado Federal, o vice-governador Walter Alves sofreu sérias retaliações governamentais, até mesmo para formar a sua nominata para a disputa de vagas na Assembleia Legislativa.
PRESSÃO
A pressão governamental junto a prováveis candidatos a deputado estadual pelo MDB foi na tentativa de esvaziar a nominata do MDB para disputar vagas na ALRN, nas próximas eleições. Walter resistiu e conseguiu formar sua nominata com 25 nomes, incluindo lideranças regionais, com potencial de votos. O MDB pretende eleger até 4 deputados estaduais.
BATERIAS
O ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Nunes Alves, que no “apagar das luzes” da conhecida “janela da infidelidade”, assinou sua filiação ao União Brasil, passou a Semana Santa no exterior, aonde foi “recarregar as baterias”, mas já está de volta para definir a que cargo irá disputar no seu novo partido.
DISPUTA
O ex-prefeito de Capital, agora filiado ao União Brasil, poderá disputar uma das duas vagas no Senado Federal na chapa encabeçada por Alysson Bezerra, como candidato a governador e com a senadora Zenaide Maia tentando renovar seu mandato. Mas existe uma nova opção para Carlos Eduardo.
ASSEMBLEIA
Embora tenha um capital eleitoral robusto, principalmente em Natal e na região Metropolitana, Carlos Eduardo Nunes Alves também analisa a possibilidade de disputar uma das vagas na Assembleia Legislativa, onde começou a sua carreira política vitoriosa, inclusive rompendo com a oligarquia Alves.

