O DESAFIO DA EFICÁCIA DO PROFESSOR
Ao tratarmos da eficiência do setor educacional no Rio Grande do Norte, não poderíamos negligenciar na cobrança da eficiência da categoria intrinsecamente envolvida.
A luta por salários dignos é uma bandeira legítima e inquestionável. No Rio Grande do Norte, professores das redes estadual e municipais enfrentam batalhas históricas para que o piso nacional seja respeitado e a carreira valorizada. No entanto, é preciso coragem para tocar em uma ferida aberta: a valorização real do magistério não se encerra no contracheque. Para transformar o cenário “lastimável” em que se encontra a educação potiguar, é urgente que o debate sobre reciclagem e aprimoramento técnico reciclagem e aprimoramento técnico ocupe o mesmo espaço de destaque que as pautas salariais nas assembleias sindicais.
Sindicatos e associações de classe possuem uma força política imensa, mas essa energia tem sido drenada quase exclusivamente para o embate financeiro. É fundamental que essas instituições, que dão suporte à categoria, também se tornem polos de fomento à capacitação. Afinal, o resultado entregue na ponta — para o aluno — depende diretamente de um corpo docente atualizado com as novas metodologias e tecnologias de ensino.
Um ponto crítico dessa necessidade de “reciclagem” reside na Educação Especial. Atualmente, dados nacionais indicam que mais de 90% dos professores regentes não possuem formação continuada para atender alunos com deficiência. No Rio Grande do Norte, o cenário de inclusão ainda é mais uma intenção no papel do que uma realidade em sala de aula. Sem o preparo adequado, o professor se sente desamparado e o aluno, excluído dentro da própria escola, pois o abismo entre a teoria das leis e a prática em sala de aula ainda é alimentado por uma carência de 55% de formação especializada entre os professores que atuam diretamente no Atendimento Educacional Especializado (AEE).
A melhoria da qualidade de ensino no Brasil, e especificamente no nosso RN, exige um novo pacto. Professores precisam de salários compatíveis com sua importância social, mas a sociedade também clama por um serviço mais eficiente. O investimento em formação continuada não pode ser visto como um “favor” do Estado ou um “custo” para o sindicato, mas como o combustível essencial para que os índices educacionais saiam da rabeira nacional. Valorizar o professor é, acima de tudo, garantir que ele tenha as ferramentas intelectuais e técnicas para moldar, com excelência, as mentes que construirão o futuro do nosso estado.
CHEGADA
Quem já se encontra em Natal, após aposentadoria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) é o professor Maulori Cabral, entusiasta pesquisador do cultivo da alga tipo kappaphycus alvarezzi na região Nordeste.
SUDENE
Na próxima quarta-feira, o professor Maulori Cabral estará presente na reunião da Sudene para argumentar tecnicamente o cultivo da kappaphycus no Nordeste, especialmente no litoral do Rio Grande do Norte.
VERDE
Integrante da Federação juntamente com o PT e o PC do B, o Partido Verde (PV) entra com o time valioso na disputa por vagas na Assembleia Legislativa. Uns tentando se manter e outro tanto querendo ter assento no plenário do Palácio José Augusto.
CANDIDATOS
Em busca de renovar seus mandatos, fazendo parte do time do Partido Verde, estarão a deputada Eudiane Macedo e mais os deputados Ivanilson Oliveira e Ubaldo Fernandes.
ESTEIRA
Segundo o presidente verde Rivaldo Fernandes, estarão na disputa para conquistar cadeira na Assembleia Legislativa Kaline Amorim (que tenta substituir o esposo dr. Bernardo que por sua vez se arrisca a conquistar mandato na Câmara dos Deputados), o ex-vereador natalense Milklei Leite, o jornalista Ronny Carlos e Valéria Cavalcante.
FEDERAL
O Partido Verde também contabiliza a possibilidade de eleger integrante para a Câmara dos Deputados. Nessa empreitada verde estarão o atual deputado estadual dr. Bernardo e a vereadora natalense Thabatta Pimenta.
INCÔMODO
Na sessão de ontem, na Assembleia Legislativa, deputado Francisco do PT, líder do governo na ALRN, demonstrou incômodo com as constantes críticas ácidas dos deputados oposicionistas à governadora Fátima Bezerra.
LÍDER
Em seu pronunciamento no plenário, Francisco do PT retrucou as denúncias e disse que o debate político deve ser baseado no respeito e em fatos: “O bom debate democrático se dá a partir do respeito, não da agressão ou do preconceito”.
CRÍTICAS
O deputado Francisco do PT classificou como excessos nas manifestações da oposição, especialmente em relação a governadora Fátima Bezerra e mesmo sem citar exemplos, disse: “Há um limite ético nas críticas. Não se pode descambar para atitudes desrespeitosas ou de cunho machista”.

