A REINVENÇÃO NO TURISMO DO RN
O Rio Grande do Norte atravessa um momento de definições estratégicas em seu setor turístico.
Embora o estado tenha apresentado um crescimento sólido no último ano, impulsionado por um aumento no fluxo de visitantes internacionais, o cenário regional impõe um estado de alerta.
Enquanto destinos tradicionais como Bahia e Ceará mantêm sua robustez, o estado vizinho da Paraíba, especialmente sua capital João Pessoa, cresceu substancialmente na preferência dos turistas, oferecendo um binômio de organização urbana e custo-benefício que tem desafiado a hegemonia potiguar.
Atualmente, o fluxo turístico no RN concentra-se fortemente no litoral sul e na capital. Os destinos preferidos permanecem sendo a icônica Praia de Ponta Negra, em Natal; o charme internacional da Praia de Pipa (Tibau do Sul); e o paraíso dos ventos em São Miguel do Gostoso.
Experiências como os passeios nas dunas de Genipabu, e o mergulho nos Parrachos de Maracajaú continuam sendo os carros-chefe da nossa “prateleira” turística.
Entretanto, para que o Rio Grande do Norte volte a crescer acima da média nordestina, é preciso olhar para além do óbvio. O Polo Costa Branca surge como a principal fronteira de expansão e uma alternativa única, com seu cenário exótico de dunas móveis, falésias coloridas e o encontro do sertão com o mar. Cidades como Galinhos, Guamaré, Macau, Mossoró, Grossos e Areia Branca possuem um potencial latente inquestionável.
Contudo, a realidade atual da Costa Branca é de carência estrutural. O polo sofre com a falta de estradas bem conservadas, sinalização turística precária e uma malha de serviços básicos que ainda não comporta o turismo de massa ou de luxo. Sem investimentos pesados do Governo do Estado em infraestrutura logística e saneamento, esse diamante bruto continuará subutilizado, enquanto destinos vizinhos, como a Paraíba, avançam na estruturação de seus novos roteiros.
Nesse contexto, o papel das instituições vinculadas à Federação do Comércio do Rio Grande do Norte – FECOMERCIO/RN é vital. Através Do Senac, a Federação atua diretamente na qualificação da mão de obra local, preparando profissionais para um atendimento de excelência. Já o Sesc fomenta o turismo religioso, social e cultural, sendo um braço estratégico na promoção do estado em grandes feiras nacionais e internacionais. A FECOMÉRCIO tem sido a voz do empresariado ao cobrar do poder público as providências necessárias para mitigar os gargalos logísticos.
Para o futuro, a evolução do RN depende de uma ação coordenada. É urgente que as autoridades responsáveis tomem providências para: 1) Revitalizar a infraestrutura de acesso, especialmente no Polo Costa Branca; 2) Reduzir o custo das passagens aéreas através de incentivos fiscais; 3) Modernizar a zeladoria urbana de Natal, para que a capital não perca competitividade para João Pessoa.
O Rio Grande do Norte possui diversidade natural superior a muitos concorrentes. No entanto, o turismo moderno não se sustenta apenas com paisagens; ele exige gestão, infraestrutura e visão estratégica.
OPINIÃO
Sobre a abertura desta nossa CONVERSA LIVRE, a ex-secretária de Educação e Cultura do Rio Grande do Norte, Claúdia Santa Rosa, opinou: “Li a sua coluna com bastante atenção. Gostei muito da abertura “Repensando a Grade Curricular”, pois apresenta ideias capazes de provocar uma reflexão necessária sobre a política educacional do RN”.
OPINIÃO 2
E continuou: “Quando estive secretária saímos, em menos de 3 anos de gestão, de 1 para 61 unidades de ensino com a oferta do ensino técnico profissionalizante. Os cursos foram escolhidos com base em estudo de demanda, inclusive uma ação que foi financiada com recursos do acordo de empréstimo com o Banco Mundial”
OPINIÃO 3
Ainda sobre sua opinião a respeito do tema abordado pela coluna, a ex-secretária de Educação do Estado, professora Claudia Santa Rosa fez ciente que: “Na base de toda a Educação Básica temos um problema muito sério que é garantir o indispensável: professores na sala de aula, bons materiais didáticos, equipamentos atualizados, escolas abertas e funcionando pelo menos 200 dias letivos e as respectivas horas”
CONCLUSÃO
Ainda sobre o assunto, Claudia Santa Rosa, concluiu: “O processo de alfabetização das crianças é muito precário e as lacunas persistem a cada ano, repercutindo na qualificação das pessoas. É por aí.”
DILEMA
Apesar de ser categórica e reafirmar que no principio do mês de abril estará renunciando ao cargo de Governadora com o objetivo de cumprir a legislação para se candidatar ao Senado, a petista Fátima Bezerra continua a viver verdadeiro dilema.
CANDIDATURA
Para renunciar ao cargo, Fátima tem que estar segura de que conseguirá eleger o seu sucessor para o mandato-tampão, através dos deputados estaduais. Hoje, essa certeza ela não tem se persistir em tentar eleger Cadu Xavier para o mandato-tampão. Vai ter que dar “nó em pingo d’água”. Fátima e seus aliados já começam a enxergar outra solução.

