O FIM DA ESCALA 6 x 1
O debate sobre a extinção da jornada de trabalho 6×1 — onde o trabalhador tem apenas uma folga semanal — ganhou contornos decisivos no Congresso Nacional. A proposta, que se tornou uma das principais bandeiras de partidos de esquerda, como o PT, surge em um ano eleitoral estratégico, funcionando como um potente catalisador de votos ao dialogar diretamente com os anseios da base trabalhadora.
Embora o tema pareça uma novidade que venha romper radicalmente com os padrões, o mercado de trabalho brasileiro já sinaliza essa transição há algum tempo. Dados recentes indicam que cerca de 75% dos trabalhadores formais no Brasil já estão inseridos em modelos de 5 x 2 ou similares, especialmente em setores administrativos e industriais. No entanto, o “gargalo” reside nos setores de Comércio e Serviços, onde a escala 6×1 ainda é a regra e o impacto da mudança será sentido com maior intensidade.
Pelo prisma social, a medida é vista como um avanço civilizatório. Especialistas em saúde ocupacional defendem que o descanso adicional é fundamental para a redução da síndrome do esgotamento profissional e para o fortalecimento dos vínculos familiares, aumentando a qualidade de vida global do brasileiro.
Por outro lado, o setor produtivo acende o alerta amarelo. A Confederação Nacional do Comércio (CNC) projeta um cenário desafiador: a transição obrigatória deve gerar um custo operacional adicional de aproximadamente 13% para as empresas. Esse montante deriva da necessidade de novas contratações para cobrir as escalas e do pagamento de horas extras.
A grande questão econômica é que esse custo dificilmente será absorvido apenas pelas margens de lucro das empresas. A tendência natural de mercado é o repasse inflacionário. Ou seja, o benefício do tempo livre para o trabalhador do comércio pode acabar sendo financiado por ele mesmo enquanto consumidor, através do aumento nos preços de produtos e serviços básicos.
Empresas que dependem da escala 6×1 terão que se reinventar, buscando eficiência tecnológica e novos modelos de gestão para sobreviver à mudança. O desafio do governo e do legislativo, portanto, é equilibrar a legítima conquista social com mecanismos que não asfixiem os pequenos e médios empresários, garantindo que o fim da escala 6×1 traga dignidade sem descontrolar o custo de vida.
GUILHERME
O jornalista Tulio Lemos, em sua participação no programa “12 EM PONTO”, de ontem, da 98FM, voltou a colocar o nome do secretário Guilherme Saldanha, da Agricultura e Pesca, como um “melé” na mão da governadora Fátima Bezerra (PT) para se tornar o Governador do Estado, em mandato-tampão.
MELÉ
Em sua análise com consistência, Tulio Lemos mostrou que dificilmente a governadora Fátima Bezerra irá concretizar o seu sonho em eleger o Governador em mandato-tampão, sem haver conivência de grupo político que será seu adversário na eleição de outubro próximo. Para um consenso, precisa surgir um nome de conciliação. Nesse caso, o “melé” se chama Guilherme Saldanha.
MELÉ 2
A governadora Fátima quer eleger Cadu para um mandato-tampão – com sua renúncia e a renúncia de Walter Alves – e na condição de Governador disputar a reeleição, mas a petista, no momento, só conta com 5 dos 24 votos na Assembleia Legislativa.
MELÉ 3
O nome de Guilherme Saldanha poderá conciliar interesses da governadora Fátima Bezerra, de quem Saldanha é secretário de Agricultura e Pesca desde o seu primeiro mandato, e do deputado Ezequiel Ferreira de Souza – que deverá apoiar a candidatura de Álvaro Dias – que o indicou para a pasta. O jogo está na mesa, e o “melé” na mão de Fátima Bezerra.
COMISSÃO
Agora em “trincheiras políticas” antagonistas por conta do pleito eleitoral que se avizinha, os deputados estaduais Francisco do PT e Ubaldo Fernandes (PSDB) foram eleitos presidente e vice-presidente, respectivamente, da Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN).
UNIFACEX
A reitora Candysse Figueiredo e o coordenador do curso de Direito, professor Sebastião Leite, realizaram visita institucional ao Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região, como forma de ampliar oportunidades acadêmicas para os estudantes do curso do UniFacex.
UNIFACEX 2
A comitiva da UniFacex foi recebida pelo desembargador Eduardo Rocha, presidente da Corte e o encontro teve como pauta o fortalecimento de parcerias institucionais, especialmente a proposta de convênio para estágio acadêmico não remunerado, ampliando a inserção dos estudantes da UniFacex na prática forense trabalhista.
IPHAN
Utilizando-se de recursos financeiros advindos do PAC – Programa de aceleração do Crescimento, o superintendente João Gentil, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, está anunciando ato de cessão, entrega de obras e visitações a patrimônios históricos em Natal e Mossoró, para os próximos dias 26 e 27.

