O DESPERDÍCIO DE ENERGIA NO BRASIL
O paradoxo energético brasileiro atingiu um ponto crítico em 2026. Enquanto o Rio Grande do Norte se consolida como o estado mais sustentável do país — com 98% de sua matriz vinda de fontes renováveis —, o Brasil enfrenta um desperdício recorde. Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, edição de quarta-feira, 04, o volume de energia limpa jogado fora em 2025 por falta de escoamento e excesso de oferta momentânea equivaleu a quase 10 meses da produção de Belo Monte.
Segundo reportagem da Folha, a principal razão para esse desperdício é o fenômeno chamado curtailment (corte de geração). O sistema elétrico brasileiro não possui infraestrutura de transmissão suficiente para levar a energia produzida pelos ventos e pelo sol do Nordeste para os grandes centros de consumo no Sudeste. Além disso, a geração solar e eólica é intermitente: produzimos muito durante o dia, mas, como ainda não temos baterias de larga escala para armazenar esse excedente, o Operador Nacional do Sistema (ONS) é obrigado a “desligar” as usinas renováveis para manter a estabilidade da rede.
Mesmo com tanta energia sobrando, o preço para o consumidor sobe acima da inflação devido a três fatores principais: 1) A conta de luz é onerada por subsídios históricos dados a diversos setores, que hoje representam uma fatia enorme da tarifa; 2) Quando as renováveis param (como à noite), o país aciona usinas termelétricas, que são muito mais caras e poluentes, ativando as “bandeiras tarifárias”; e 3) O custo das novas linhas de transmissão necessárias para reduzir o desperdício acaba sendo repassado para o consumidor final.
Quanto ao aumento de impostos sobre os painéis solares, a estratégia do governo federal fundamenta-se na revisão do Marco Legal da Geração Distribuída. O argumento técnico é o de “equilíbrio de custos”: o governo e as distribuidoras afirmam que quem gera a própria energia continua usando a rede elétrica (para receber energia à noite ou injetar o excedente), mas não pagava integralmente pelo uso dessa infraestrutura.
Para compensar esse custo, a tributação tem aumentado progressivamente — em 2026, a incidência sobre o excedente injetado na rede chega a 60% para novos contratos. Além disso, há o interesse arrecadatório de proteger as distribuidoras de energia, cujas receitas caem à medida que mais brasileiros instalam placas solares em suas residências.
MALDIÇÃO
Ao criticar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o deputado estadual José Dias (PL), disse que o país tem que se livrar de gestão da esquerda, que “São representantes do mal aqui na terra”.
ESCÂNDALO
Ao fazer essa abordagem do plenário da Assembleia Legislativa na sessão de ontem, quinta-feira, 05, o parlamentar do Partido Liberal citou ainda o escandaloso caso do Banco Master, dizendo ser “Maior que o escândalo da Petrobras”.
DEFINIÇÃO
Depois que o pré-candidato Alysson Bezerra (União Brasil) definiu-se pela candidatura do deputado Hermano Morais para ser o seu companheiro de chapa na disputa pela governança do estado, quem definiu também seu companheiro foi o governadorável Álvaro Dias, convidando Babá Pereira, da Federação dos Municípios (Femurn).
PT
O Partido dos Trabalhadores que insiste na candidatura de Cadu Xavier (PT) para substituir a governadora Fátima Bezerra (PT) ainda vive momentos de indefinições. E não é somente com relação a indicação de quem será o vice de Cadu.
INDEFINIÇÕES
Além da indefinição do nome de quem será companheiro de chapa de Cadu, a governadora Fátima Bezerra ainda não tem a certeza de que disputará uma das duas vagas no Senado Federal, enquanto que o Partido dos Trabalhadores também não se definiu pelo nome da segunda vaga para a Câmara Alta.
OPOSIÇÃO
Quem também ainda não tem nomes definidos para a segunda vaga ao Senado Federal são os candidatos da oposição. Na chapa de Álvaro Dias que vai disputar o governo do estado, uma das vagas ao Senado Federal já está definida com o nome do atual senador Styvenson Valentim (PSDB). Para a segunda vaga ainda não tem nome definido.
OPOSIÇÃO 2
Do bloco oposicionista liderado por Alysson Bezerra que pleiteia ser governador do estado, também só a senadora Zenaide Maia é que tem garantida a sua candidatura para renovar o seu mandato. O nome para a segunda vaga ainda não foi escolhido.
NOMINATAS
E enquanto essas vagas para a disputa majoritária, senado e governo, ainda não se completam, verdadeiros malabarismos estão sendo feitos para definições das nominatas que indicarão os nomes para deputado federal e deputado estadual.
NOMINATAS 2
Além de nomes com potencial eleitoral e que podem renovar seus mandatos ou conquistar cadeiras na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa, partidos políticos estão em busca dos chamados “esteiras”, de suma utilidade para conquistas de vagas.

