WALTER E O RESGATE DA HEGEMONIA DO MDB NO RN
A política potiguar caminha para um desfecho surpreendente em 2026. Após quase três anos em uma posição que muitos observadores classificam como “figura decorativa” na gestão de Fátima Bezerra (PT), o vice-governador Walter Alves (MDB) parece ter encontrado um novo propósito estratégico: trocar a possibilidade de um curto mandato-tampão no Executivo por uma vaga de protagonismo na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN).
O movimento de Walter, embora pareça um recuo, é um cálculo de fortalecimento partidário. Ao se lançar candidato a deputado estadual, “Waltinho” assume o papel de locomotiva eleitoral. Sua meta é clara: utilizar sua densidade eleitoral para puxar uma bancada robusta de correligionários, consolidando o MDB como a maior força de sustentação — ou de oposição — dentro da Casa Legislativa.
Essa pretensão não é infundada. Durante o período em que ocupou a vice-governadoria sem o devido protagonismo administrativo imposto pelo núcleo petista, Walter não ficou parado. Como presidente estadual do MDB, ele manteve uma agenda intensa no interior, prestigiando prefeitos, vereadores e lideranças regionais. Esse trabalho de “formiguinha”, aliado à estrutura capilarizada do partido, dá a Walter a base necessária para aspirar ao título de um dos deputados mais votados da história recente do estado.
Um trunfo decisivo nesta caminhada é o apoio irrestrito de seu pai, o ex-governador e ex-senador Garibaldi Alves Filho. Reconhecido popularmente como o “Governador das Águas” por seu esforço histórico no combate à seca e na interiorização do abastecimento, Garibaldi ainda detém um capital político emocional imensurável no Rio Grande do Norte.
Estar ao lado de Garibaldi no palanque é, para Walter, a garantia de conexão com o eleitorado mais tradicional e grato pelas transformações hídricas do passado. Essa simbiose entre o vigor da renovação de Walter e a solidez do legado de Garibaldi torna a candidatura de Walter um obstáculo para qualquer adversário proporcional.
Walter Alves parece ter compreendido que, no atual cenário, vale mais ser um líder forte no Legislativo do que um sucessor isolado no Executivo. Ao focar na ALRN, ele não apenas assegura seu futuro político, mas reposiciona o MDB como peça-chave no tabuleiro potiguar, provando que, na política, às vezes é preciso dar um passo para o lado para liderar a marcha à frente.
CRISE
Em sua coluna no Estadão, sob o título “Supremo não sabe para onde ir”, o jornalista William Waack relata: “Simplificando brutalmente, o STF caiu na política e a política tomou conta dele.
Não parece haver no momento quem seja capaz de estabelecer consensos sobre como seguir adiante nessa turbulência severa”.
ENTREVISTAS
O prefeito Alysson Bezerra, após sofrer busca e apreensão da Polícia Federal em sua residência, adotou a postura de “mostrar a cara” e buscou os principais veículos de comunicação para dar entrevista e dizer que está tranquilo e “de consciência tranquila”.
ENTREVISTAS 2
Em suas entrevistas, o prefeito de Mossoró tem se mostrado bastante seguro e tem desafiado a quem quer que seja a provar qualquer ato que desabone a sua conduta de administrador público.
É aguardar os próximos dias para saber o que a Policia Federal tem a dizer sobre as investigações.
TAMPÃO
Enquanto Alysson convive com as denúncias provocadas pela Policia Federal sem ainda saber as consequências do que ser apurado e também junto ao eleitorado, ele não perde tempo e já confabula sobre a eleição indireta que poderá ocorrer na Assembleia Legislativa (ALRN), no caso da governadora Fátima Bezerra (PT)renunciar ao mandato.
TAMPÃO 2
Corre à boca pequena que o prefeito Alysson Bezerra manteve entendimentos com o deputado Ezequiel Ferreira de Souza, presidente da ALRN objetivando fazer negociações quanto a escolha do governador, em mandato tampão.
ENTENDIMENTO
Os entendimentos vão prosseguir e o objetivo maior é evitar que a governadora Fátima Bezerra consiga eleger o seu indicado para o mandato que irá do mês de maio a dezembro/2026.
CANDIDATOS
A governadora Fátima Bezerra vai fazer todos os esforços na tentativa de eleger o seu indicado – que poderá ser o deputado Francisco do PT, ou até mesmo o candidato Cadu Xavier – na eleição indireta na Assembleia Legislativa, para o mandato tampão.
OPOSIÇÃO
Já a oposição, formada pelos blocos liderados pelo senador Rogério Marinho (apoiando a candidatura de Álvaro Mota para o Governo do Estado) e a União Progressista (que apoia a candidatura de Alysson Bezerra ao Governo), tem o objetivo de eleger um “governador oposicionista”
OBJETIVO
Pela oposição, o objetivo é “dar dor de cabeça a Fátima Bezerra”, que poderá inclusive desistir de sua candidatura ao Senado Federal e permanecer no governo até o final de seu mandato.

