O VANDALISMO FANTASIADO DE ATIVISMO
O último sábado, dia 21, ficará marcado na memória dos moradores do bairro Pitimbu, na Cidade Satélite, não pela conveniência de um novo empreendimento, mas pelo cenário de barbárie. O recém-inaugurado Queiroz Atacadão foi palco de uma invasão injustificável protagonizada por integrantes do movimento MBL. O que se viu não foi o exercício democrático da manifestação, mas uma agressão deliberada ao patrimônio privado, resultando em prejuízos severos aos proprietários e um trauma coletivo para quem estava no local.
É preciso dar nome aos bois: invasão de propriedade privada é crime, não é política. Sob o pretexto de uma suposta “causa social”, o grupo atropelou o direito de quem trabalha e investe. O absurdo se torna ainda mais latente quando lembramos que é exatamente o comércio, ao lado da indústria e dos prestadores de serviço, quem carrega o piano do Estado brasileiro. São esses estabelecimentos que geram empregos diretos e recolhem os impostos que sustentam os programas sociais do governo. Sem a saúde financeira do setor produtivo, não existe assistência aos vulneráveis; existe apenas o caos.
A resposta das instituições foi imediata e necessária. A FECOMERCIO, por exemplo, se pronunciou ainda no sábado, condenando veementemente o ato de invasão, de depredação. A entidade reforçou que o setor produtivo não pode ser refém de grupos que buscam holofotes através da desordem. No interior da loja, o clima era de perplexidade. Consumidores atônitos, que ali estavam para suas compras rotineiras, tornaram-se testemunhas de um espetáculo de desrespeito. A condenação foi unânime entre os cidadãos de bem: ninguém aceita que o pão de cada dia seja transformado em palanque para o vandalismo.
Atacar um supermercado é atacar a comunidade. Quando o patrimônio privado é violado dessa forma, fere-se a segurança jurídica e o estímulo ao desenvolvimento da nossa cidade, do nosso estado. Não há “justificativa social” que valide o prejuízo imposto ao Queiroz Atacadão. A democracia aceita o debate e a divergência, mas repele o autoritarismo de quem acredita estar acima da lei.
Que as autoridades competentes ajam com o rigor necessário. O Rio Grande do Norte não pode se curvar a métodos que flertam com o banditismo sob o disfarce de militância.
POLÍTICA
As declarações feitas pelo deputado João Maia (PP) na última segunda-feira, comprometeu o exemplo de comportamento do vice-governador Walter Alves. João Maia assegurou que o acordo selado entre o seu PP, o União Brasil e o candidato Alysson Bezerra seria o de MDB indicar o candidato a vice-governador.
REAÇÃO
O vice-governador não desmentiu publicamente ao deputado João Maia, mas nas conversas de “pé de ouvido” o desmentido rolou por várias salas. Assessores de Waltinho desmentiram a informação de João Maia, mas garantiram que as conversas estão acontecendo. Claro, que ninguém duvida.
ENFRENTAMENTO
O prefeito mossoroense Alysson Bezerra talvez não imaginasse que ao demonstrar sua decisão em se candidatar ao governo do estado fosse enfrentar essa verdadeira “chuva de denúncias” de prováveis irregularidades em sua gestão.
GESTÃO
Se a sua primeira gestão foi um “mar de rosas”, com seus adversários apenas fazendo fofocas e sem qualquer perturbação à administração, agora a situação está diferente. São denúncias por cima de denúncias. Todas fundamentadas.
GESTÃO 2
Lógico que entre essas dezenas de denúncias de vestígios de corrupção, existem algumas sem fundamento. Mas as denúncias fundamentadas merecem a preocupação do prefeito mossoroense. E é por isso que alguns políticos já acreditam que Alysson não será candidato nas próximas eleições.
REPERCUSSÃO
E é em função de toda essa repercussão das denúncias contra Alysson que especialistas na política acreditam que o prefeito mossoroense vai refletir em renunciar ao cargo para disputar a eleição de 2026. Inclusive, já existem “maquiavélicos” fazendo planos políticos sem a presença de Alysson.
DEPUTADO
A formação de verdadeiras “baterias” contra o prefeito Alysson Bezerra foi fortalecida logo depois que, além de sua candidatura ao governo do estado, ele lançou a sua esposa Cinthia Pinheiro como candidata a ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa.
SINAL
Mas já há quem entenda que o fato de Alysson lançar sua esposa Cinthia a deputada estadual já é uma sinalização da retirada de sua candidatura ao Governo do Estado. Só o tempo dirá.
AUTONOMIA
Segundo o Estadão, em seu editorial “O teste da autonomia do BN”, há uma pressão contra o Banco Central, quando abre afirmando: “A insólita ordem de um ministro do TCU para que o BC justifique o veto à compra do Master pelo BRB mostra que a pressão contra o Banco Central por causa desse escândalo está apenas no começo”.

