A CONTA DA INEFICIÊNCIA
A situação financeira das estatais brasileiras sob a gestão do governo Luiz Inácio Lula da Silva acende um sinal de alerta estrondoso que a população precisa encarar. Os números não mentem e, pior, não perdoam: o rombo bilionário dessas empresas é, no final das contas, um fardo que recai diretamente sobre os ombros de cada contribuinte.
O caso mais recente e emblemático é o dos Correios. A empresa, que deveria ser um modelo de eficiência logística, caminha para fechar o exercício de 2025 com um prejuízo que pode facilmente superar a marca de R$ 10 bilhões. É um buraco colossal. Enquanto a administração do Partido dos Trabalhadores (PT) insiste em manter o status quo e fingir que “está tudo bem”, a realidade dos balanços mostra uma sangria incontrolável de recursos públicos.
Mas o problema está longe de ser isolado. O prejuízo nas estatais não é uma exclusividade dos Correios. Relatórios indicam que mais de 8 a 9 empresas estatais estão apresentando seus balanços consistentemente no “vermelho”.
Esses números representam mais do que meros dígitos; eles são o espelho de uma gestão que tem se mostrado ineficaz na hora de transformar ativos em lucro ou, no mínimo, em serviços que se pagam. Cada real de prejuízo que essas empresas acumulam é um recurso que deixa de ser investido em áreas cruciais como saúde, educação ou segurança. É a população brasileira quem arca com essa conta, seja através de impostos mais altos ou da falta de serviços essenciais.
A inércia do governo petista diante desse cenário é preocupante. A pauta da privatização desses setores, que só demonstram prejuízos incalculáveis e drenam o Tesouro Nacional, continua sendo evitada. O discurso ideológico de manter o controle estatal, mesmo que à custa da sustentabilidade financeira, prevalece sobre a pragmática necessidade de sanear as contas públicas.
Enquanto isso, o prejuízo das estatais segue a ser bancado pelo cidadão. A insistência em sustentar cabides de emprego e estruturas inchadas, ignorando a lógica de mercado e a responsabilidade fiscal, coloca o futuro econômico do país em risco. É urgente que o governo pare de fazer de conta e comece a tomar atitudes drásticas. A privatização, ou pelo menos uma reestruturação profunda com foco em eficiência e redução de custos, é o caminho que a nação precisa considerar seriamente antes que o rombo se torne, de fato, irrecuperável.
O brasileiro não pode continuar pagando a conta dessa ineficiência.
ZÉ DIAS
Enquanto a cúpula das finanças do governo está buscando novas alternativas para cumprir com o pagamento da folha de pessoal em dia, o deputado José Dias (PL) voltou a reclamar no plenário da Assembleia Legislativa de que a governadora Fátima Bezerra (PT) não cumpre com o pagamento das emendas parlamentares. Dias afirma que ele tem mais de R$ 4 milhões em emendas atrasadas.
POLÍTICA
Tem fundamento mesmo os rumores que circularam durante o fim da semana passada dando conta de que o vice-governador Walter Alves poderá não assumir o Governo do Estado no próximo mês de abril, com a renúncia da governadora Fátima Bezerra, que quer voltar ao Senado Federal.
OFICIAL
Ainda não se tem a palavra oficial de Waltinho sobre essa situação, mas pessoas próximas do vice-governador garantem que essa possibilidade de não assumir o Governo do Estado é real.
SUBSTITUTO
No caso de se consolidar essa conversa de que Waltinho não assumirá o governo com a renúncia de Fátima, caberá ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira de Souza pegar a “batata quente” e em assumindo o cargo, obviamente, Ezequiel ficaria sem mandato a partir de 2027. Interessa isso ao presidente da ALRN?
JURIDICO
Em caso de acontecer esse “lenga-lenga”: Fátima renunciando, Walter repassando a condição para Ezequiel e o presidente da Assembleia Legislativa não aceitando a missão, o governo será “tocado” por um desembargador, indicado pelo Tribunal de Justiça do Rio grande do Norte.
HIPÓTESE
Mas no meio político há também uma possibilidade que é a de a governadora Fátima Bezerra não renunciar e, assim, não disputar nenhum cargo eletivo e aguardar pela reeleição de Lula e assumir um de seus Ministérios. Faz sentido.
FEDERAL
Nesse caso, Waltinho é que renunciaria à sua condição de vice-governador para disputar uma das cadeiras na Câmara dos Deputados. Para isso, o MDB precisar construir uma nominata bastante robusta para desbancar um dos 8 deputados que estão em atividade.
IMBRÓGLIO
Todo esse imbróglio é ocasionado pela situação calamitosa das finanças do governo estadual.
Uma verdadeira “batata-quente” para quem substituir Fátima Bezerra que tem raspado o “tacho” para cumprir com o pagamento da folha de pessoal em dia.

