A CANDIDATURA DE LULA
O cenário político brasileiro se desenha com intensa polarização e uma pauta que, de maneira crescente, define o jogo: A segurança pública. As eleições de 2026, embora distantes, já indicam que o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), será um forte postulante à reeleição, mas seu caminho é marcado por flutuações de popularidade e a necessidade de readequar o discurso a uma sociedade cada vez mais preocupada com a criminalidade.
As pesquisas recentes mostram que a aprovação do presidente Lula tem se mantido em patamares significativos, embora voláteis. Em parte, essa resiliência foi observada após episódios de oposição que não surtiram o efeito desejado, como as malfadadas campanhas internacionais de Eduardo Bolsonaro (PL) visando a economia brasileira. Tais iniciativas, longe de desestabilizar o governo, acabaram por reforçar a percepção de uma oposição focada em disputas ideológicas externas, em contraste com a agenda de recuperação econômica e social do Planalto.
No entanto, o núcleo da fragilidade de Lula reside na segurança pública, que se consolidou como o tema mais sensível da política nacional. O recente caso das operações de combate ao crime organizado no Rio de Janeiro, conduzidas pelo governo de Cláudio Castro (PL), ilustra perfeitamente essa dinâmica. O apoio popular a essas ações, mesmo com alta letalidade, revelou o desespero da população fluminense com a criminalidade.
A postura do presidente Lula de criticar as operações, embora coerente com o histórico do PT de defesa dos direitos humanos e crítica à violência policial, custou-lhe pontos preciosos de popularidade, especialmente entre o eleitorado de centro e moderado, que tende a valorizar a firmeza contra o crime. Pesquisas indicam que a desvantagem do governo federal nessa agenda é significativa, forçando-o a correr contra o tempo para apresentar uma resposta convincente.
A oposição, por sua vez, tem no tema da segurança a sua principal alavanca para 2026. A instalação de iniciativas como a CPI do Crime Organizado no Congresso demonstra que as forças conservadoras capitalizarão ao máximo o desgaste do governo na área. Nomes como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e a ex-primeira-dama Michele Bolsonaro — que em alguns cenários de pesquisa aparecem competitivos ou até numericamente à frente de Lula — já se beneficiam dessa tônica, apelando para uma base eleitoral que exige medidas enérgicas.
Apesar dos desafios, a candidatura de Lula se mantém provável e forte. O petista conta com uma base consolidada, especialmente aqui no Nordeste e entre os eleitores de menor renda, e a inelegibilidade de Jair Bolsonaro fragmenta e dificulta a unificação da direita em torno de um nome único e consensual. Contudo, Lula precisará de uma estratégia de segurança pública robusta e mais alinhada à percepção de urgência da sociedade se quiser neutralizar a principal arma da oposição e garantir seu quarto mandato.
SECA
A crise hídrica no estado, atingindo a mais de 80% dos municípios, tem servido de tema entre os vários assuntos discutidos na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN), uma vez que ainda não foi anunciada providências governamentais para aliviar a situação que tende a se agravar.
ANA
Dados da Agência Nacional de Águas (ANA) indicaram que no mês de setembro passado, 83% dos municípios potiguares registraram algum nível de seca, com 37 deles enfrentando uma situação de seca grave. As regiões do Alto Oeste e Seridó estão entre as mais atingidas, com longos períodos sem chuva e adutoras operando no limite máximo.
EMENDAS
O Rio Grande do Norte poderá receber do governo federal, em emendas parlamentares, quase R$ 1 bilhão, em 2026. Isso em ano eleitoral, é prato cheio para quem está com mandato legislativo e vai disputar a reeleição.
EMENDAS 2
Para as chamadas Emendas de Bancada, reunindo deputados federais e senadores, o RN irá receber R$ 415.758.065,00. Somando esse valor aos mais de R$ 320 milhões dos oito deputados – cada um dos federais terá direito a R$ 40.252.007,00 – e mais de R$ 220 milhões que caberão aos três senadores – cada um terá direito a R$ 74.011.755,00, atingem quase R$ 1 bilhão.
CAMARÃO
Começa hoje, no centro de Convenções de Natal a 21ª edição da Feira Nacional do Camarão, considerado o maior evento da aquicultura e da carcinicultura das Américas, sob a responsabilidade da Associação Brasileira dos Criadores de Camarão (ABCC).
INTERIORIZAÇÃO
Por ocasião da 21ª FENACAM será anunciada a Lei Complementar nº 798/2025, sancionada pela governadora Fátima Bezerra, que cria o Programa de Interiorização da Carcinicultura o Rio Grande do Norte, que incentiva a expansão do cultivo de camarão para o interior do estado, oferecendo isenção de taxa de outorga e licenciamento ambiental.

