OS DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS DE LULA
O malabarismo ideológico e diplomático do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem atingido níveis de contorcionismo que beiram o inacreditável e o ultrajante. Em duas frentes recentes, o chefe do Executivo brasileiro demonstrou um critério para lá de seletivo, que expõe uma preocupação mais com a agenda ideológica do que com a defesa da vida e da democracia.
Por um lado, assistimos, no mínimo, à omissão do presidente à atuação da Polícia Militar no Rio de Janeiro. Em um cenário de guerra urbana, o presidente se manifestou sobre os violentos confrontos entre polícia e traficantes, que deixaram mortos e feridos. Sua fala, embora condenasse o crime organizado, foi condenatória ao classificar o ato como uma “matança”, como se os policiais tivessem sido recebidos pelos traficantes “com bolos, sorvetes e bombons”.
Enquanto isso, o Instituto Lula classificou a ação policial como um “verdadeiro massacre” e “extermínio”. A crítica indireta ao método, no momento em que o crime organizado não apenas ostenta arsenal de grosso calibre, mas recorre a táticas de terror como o uso de drone para despejar granadas/bombas contra policiais (fato confirmado pelas autoridades e em vídeos), soa como um desamparo às forças de segurança. Quatro agentes foram mortos no confronto e outros 15 ficaram feridos. A prioridade, nesse contexto, parece ser mais a narrativa de “vítima” para os criminosos do que a solidariedade aos homens e mulheres que arriscam suas vidas na linha de frente.
A resposta, infelizmente, parece vir do outro lado do espectro diplomático: a solidariedade incondicional de Lula ao ditador venezuelano Nicolás Maduro. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, confirmou que Lula planeja comparecer a uma reunião da Celac, no próximo dia 8, sábado, com a expectativa de prestar apoio e solidariedade à Venezuela e ao seu presidente Nicolau Maduro. Este alinhamento não é novidade: em maio de 2023, Lula recebeu Maduro em Brasília, classificando-o como vítima de uma “narrativa” e tratando o ditador como “companheiro”. O governo de Maduro é internacionalmente conhecido por ceifar milhares de vidas de inocentes, cuja única “culpa” foi fazer oposição.
Essa dicotomia é o que mais choca a opinião pública: a crítica ou a ausência de apoio irrestrito aos policiais que enfrentam terroristas armados com drones no Rio, e a cumplicidade política com um tirano que usa o Estado para aniquilar adversários. Ao abraçar Maduro, Lula ignora a dor de milhões de venezuelanos que fugiram da fome e da repressão, e desrespeita os princípios básicos da democracia e dos direitos humanos. O sinal emitido pelo Planalto é perigosíssimo, parecendo priorizar a aliança ideológica internacional em detrimento da segurança e dos princípios democráticos no Brasil.
NEY
Em sua coluna de ontem, 06/11, quinta-feira, no jornal mossoroense De Fato, o ex-deputado federal e jornalista Ney Lopes de Souza analisa a definição da candidatura de Alysson Bezerra ao governo do estado como fortalecida junto a cúpula do União Brasil.
AGRIPINO
Ao justificar o fortalecimento da candidatura do prefeito de Mossoró para o governar o RN, Ney Lopes mostra que o apoio do ex-senador José Agripino, como presidente estadual do União Brasil e influente na cúpula do partido, é que tem sustentado a pretensão de Alysson.
FORTALEZA
Segundo Ney, “se não fora a posição de José Agripino, o prefeito Alysson já teria sido queimado nas cúpulas, que são implacáveis. Conheço bem! No passado passei por isso, quando tentei ser candidato ao governo e ao senado”
REVELAÇÃO
Faltou a Ney Lopes fazer a revelação de que a ação do então senador José Agripino é que impediu a sua pretensão em se candidatar ao governo do estado e também ao Senado Federal, apesar de toda a sua lealdade, à época, ao atual presidente estadual do União Brasil. Ney, que não esperava aquele tratamento, ficou super magoado e decepcionado.
ABRAÃO
Ainda não se sabe qual o destino político do norte-rio-grandense Abraão Lincoln, pré-candidato a deputado federal, do Republicanos, depois que a senadora Damares Alves, pediu a sua expulsão da legenda.
CANDIDATURA
Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, que é o presidente da CBPA – Confederação Brasileira da Pesca e Aquicultura, tem envolvimento com os desvios de recursos de aposentados e pensionistas do INSS, já tinha planejado sua candidatura a deputado federal pelo Republicanos.
NOMINATA
Anteriormente à sua convocação para depor na CPMI do INSS, Abraão Lincoln vinha mantendo contato com políticos locais na tentativa de formar uma nominata forte para disputar vagas à Câmara dos Deputados, onde todos pretendiam contar com a participação do presidente da CBPA por conta dos recursos financeiros que ele dispunha.

