NOVO QUADRO PARA O GOVERNO DO ESTADO
As eleições de 2026 no Rio Grande do Norte se configuram como um cenário político complexo e de alta polarização, com a disputa pelo governo dominando as atenções. A análise dos nomes que despontam como possíveis candidatos revela um jogo de alianças e confrontos que moldarão o futuro político.
A corrida ao Palácio do Governo tem em Allyson Bezerra (União Brasil) o nome em ascensão. O atual prefeito de Mossoró, reeleito com expressiva votação, consolidou-se como um dos principais líderes políticos da região Oeste. Sua gestão, focada em obras e políticas de desenvolvimento local, o credencia como um candidato forte, especialmente no interior. Seu desafio será expandir sua base eleitoral para além de Mossoró e se posicionar como uma alternativa viável para todo o estado.
Pelo campo da esquerda, o Partido dos Trabalhadores (PT) articula a candidatura de Cadu Xavier, que emerge como uma das principais apostas para representar o legado da ex-governadora Fátima Bezerra. Sua força reside no apoio da militância petista e na capitalização do eleitorado que valoriza as pautas sociais, na continuidade de projetos em andamento e mais ainda em sua vinculação ao nome de Lula que estará disputando a eleição presidencial.
Pelo centro, embora não tenha oficializado sua decisão em disputar o governo do estado, mas por conta de sua boa pontuação nas últimas pesquisas realizadas em Natal, onde desponta como favorito, e na Região Metropolitana de Natal, Carlos Eduardo Alves (PSD) poderá tentar um novo ciclo. Com a experiência de ex-prefeito de Natal, ele buscará retomar a governabilidade com um discurso de gestão. Sua longa trajetória política é, ao mesmo tempo, um trunfo e um obstáculo, pois carrega consigo o peso da dificuldade em estabelecer alianças. Nesse caso, sua aliança com outros partidos e a capacidade de renovar seu discurso serão cruciais.
Já o senador Rogério Marinho (PL) é, indiscutivelmente, o nome mais forte do bolsonarismo no Rio Grande do Norte. Sua base eleitoral está ligada ao projeto conservador e de direita, e seu mandato no Senado lhe deu visibilidade nacional. Caso opte por concorrer ao governo, ele deve centralizar sua campanha na pauta econômica e de segurança pública, dialogando diretamente com o eleitorado mais alinhado à direita. Sua desistência pela disputa em razão de missão nacional lhe imposta pelo seu Partido Liberal, abre caminho para que Álvaro Dias viabilize sua candidatura à sucessão de Fátima Bezerra, o que hoje é o maior desejo do ex-prefeito de Natal.
O xadrez político do RN se desenha com alianças em constante mutação e com a polarização entre a esquerda e a direita. As composições entre os candidatos e a força das alianças partidárias serão determinantes para as eleições de 2026. A disputa que se inicia agora, será intensa e com desfecho imprevisível.
TOMBA
Depois de convidar o deputado Francisco do PT para testemunhar “o que o povo está comendo” quando falou que o parte da população está passando fome, o deputado Tomba Farias (PL) endureceu o discurso e na Assembleia Legislativa, ele asseverou que “o Brasil está vivendo uma plena ditadura”.
TOMBA 2
O deputado Tomba Faria ainda levantou suspeição da atuação da justiça brasileira e disse: “A justiça hoje julga de acordo com o que ela quer. Se não estamos numa ditadura, eu gostaria de entender como é que um juiz (Cristiano Zanin), que está julgando o ex-presidente Bolsonaro era o advogado do presidente Lula. Outro que está julgando o ex-presidente Bolsonaro é o ministro Dino que vestia a camisa de Lula e chamava Bolsonaro de corrupto e ladrão”.
ANISTIA
Sobre o movimento que pede anistia para Bolsonaro e todos os que estão sendo julgados no STF, o deputado Francisco do PT, foi enfático: “Os que querem anistia hoje é para beneficiar quem quer dar um golpe de estado e implantar uma ditadura”
PESQUISA
De Jorge Célio, um dos muitos leitores assíduos do Diário do RN ao comentar os resultados da pesquisa do DATAVERO na Região Metropolitana de Natal, feita nos dias 03 e 04 últimos, em que o ex-prefeito Carlos Eduardo Nunes Alves aparece bem na opinião dos entrevistados, tanto para o Governo quanto para a disputa do Senado, a coluna recebeu comentários.
PESQUISA 2
Para o leitor, “Os números mostram que, apesar das investidas contra a sua trajetória, Carlos Eduardo larga na frente, sobretudo em Natal, onde ainda é reconhecido como o maior cabo eleitoral. A pesquisa deixa claro que em política não existe espaço para “morte antecipada”: o jogo está aberto, e o tabuleiro de 2026 começa a se desenhar com surpresas”.

