O desabamento de uma casa após a abertura de uma cratera no bairro Bom Pastor, na Zona Oeste de Natal, ganhou novos desdobramentos neste sábado (28). Em nota, a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) afirmou que o rompimento da tubulação no local foi consequência do colapso de uma estrutura de macrodrenagem — e não a causa do incidente.
A ocorrência foi registrada na noite da sexta-feira (27), na Rua Castelo Branco, e resultou no desabamento de pelo menos um imóvel, além de rachaduras em outras residências próximas. Apesar do impacto, não houve registro de feridos. Segundo a Secretaria Municipal de Infraestrutura, a casa mais atingida estava desocupada.
De acordo com a Caern, não havia qualquer indício prévio de vazamento na área, nem registros de chamados ou comunicação oficial sobre problemas na rede. A companhia sustenta que a tubulação foi atingida após o desmoronamento da vala aberta para obras de drenagem, caracterizando um “efeito cascata”.
A estatal também apontou que a rede de abastecimento da região é de pequeno porte e opera sob baixa pressão, o que, segundo a avaliação técnica, inviabilizaria a hipótese de que o sistema tenha provocado o colapso da estrutura. Outro ponto destacado é que a área já apresentava histórico de instabilidade, com registros anteriores de acionamento da Defesa Civil e até evacuação preventiva de imóveis.
Ainda na nota, a Caern afirma que cabe à empresa responsável pela obra o mapeamento prévio de redes existentes e a adoção de medidas de proteção ou realocação, procedimento que, segundo a companhia, não foi observado.
A companhia informou que foi acionada por volta das 21h e que uma equipe chegou ao local em menos de 10 minutos, realizando o isolamento do abastecimento para conter danos e reduzir riscos. A Caern declarou ainda que segue à disposição das autoridades para colaborar com a apuração e reiterou não ter responsabilidade pelo ocorrido.
Equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros permanecem acompanhando a situação, enquanto as causas do desabamento seguem sendo investigadas.

