Cadu de Lula (PT) foi eleito governador do Rio Grande do Norte neste domingo (25), após vencer o ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (União Brasil) no segundo turno das eleições de 2026. A disputa definiu quem comandará o Executivo estadual pelos próximos quatro anos. Com 100% das urnas apuradas, o candidato petista recebeu 1.073.024 votos, o equivalente a 50,77% dos votos válidos, segundo dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atualizados às 21h24.
No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Allyson terminou na primeira posição, com 733.809 votos (36,94%), enquanto Cadu recebeu 718.300 votos (36,16%), segundo dados da Justiça Eleitoral.
Trajetória de Cadu de Lula
Carlos Eduardo Xavier tem 48 anos, nasceu no Rio de Janeiro e foi criado no Rio Grande do Norte. É formado em Engenharia de Computação e mestre em Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
Auditor fiscal do Tesouro Estadual desde 2005, construiu sua carreira na administração pública. Em 2019, assumiu a Secretaria Estadual de Tributação durante o primeiro governo de Fátima Bezerra (PT). Em 2023, passou a comandar a Secretaria Estadual da Fazenda, função que exerceu até março de 2026, quando deixou o cargo para disputar o governo.
Cadu também presidiu o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) entre 2023 e 2025. Esta foi sua primeira candidatura a um cargo eletivo. A chapa eleita tem Larissa Rosado (PSB) como vice-governadora.
Propostas para o estado
O plano de governo de Cadu reúne propostas para áreas como desenvolvimento econômico, infraestrutura, saúde, educação e assistência social. Na economia, prevê incentivo à industrialização associada às energias renováveis, aos minerais estratégicos e à economia de baixo carbono, além de apoio à agricultura familiar, à pesca, à aquicultura, aos pequenos negócios e ao turismo.
O documento também inclui investimentos em rodovias, portos, aeroportos, saneamento e infraestrutura digital, além de medidas para aproximar empresas, universidades e centros de pesquisa.
Na saúde, o programa prevê fortalecer e regionalizar o Sistema Único de Saúde (SUS), ampliar ações preventivas, reduzir filas e valorizar os profissionais. Na educação, propõe expandir o ensino integral e a formação técnica, além de incentivar a ciência e a inovação.
Entre as medidas sociais estão ações de combate à fome, fortalecimento da assistência social e políticas voltadas à juventude, às pessoas com deficiência e às populações negra, indígena, quilombola e LGBTQIA+. O plano também prevê iniciativas de autonomia econômica e enfrentamento à violência contra as mulheres.

