ERIVAN LIMA: ENTRE A COR, A MEMÓRIA E A PALAVRA
O ARTISTA QUE TRANSFORMOU PAISAGEM, POESIA E SENTIMENTO EM IDENTIDADE CULTURAL
Hoje na minha coluna, escrevo sobre o artista plástico e amigo, Erivan de Souza Lima, conhecido popularmente como Tatá. Esta minibio aqui transcrita, com o auxilio da release que recebo do artista, serve para a apreciação dos leitores e admiradores da arte norte-rio-grandense. Para o artista Erivan Lima, a arte nunca surgiu como simples exercício estético. Ela nasceu como extensão da memória, da sensibilidade e do vínculo afetivo com sua terra natal, Canguaretama, cidade que permanece como centro emocional de sua produção artística e literária.
Filho de Antônio Constantino de Lima e Ivanilda de Souza Lima, Erivan construiu uma trajetória marcada pela pluralidade. Economista de formação, técnico em eletrotécnica, gestor público, sendo vice-prefeito da cidade de Canguaretama, escritor, agente cultural e artista plástico, soube transformar diferentes experiências de vida em matéria criativa, estabelecendo uma obra profundamente ligada às vivências humanas e à contemplação do cotidiano.
A INFLUÊNCIA DA LITERATURA E DAS GRANDES ESCOLAS DA PINTURA
A aproximação com as artes plásticas ocorreu em 2015, incentivada por este colunista, quando passou a desenvolver suas primeiras experiências com a pintura. Influenciado inicialmente por nomes como Jackson Pollock, Claude Monet e Vincent van Gogh, Erivan iniciou sua trajetória explorando a liberdade expressiva da arte abstrata.
Entretanto, o abstracionismo logo deu espaço a uma linguagem mais figurativa, marcada pela presença de paisagens, igrejas, casarios, engenhos e cenários populares do Rio Grande do Norte. Sua produção passou a dialogar discretamente com elementos do impressionismo, especialmente no tratamento da luz e da atmosfera cromática, além de receber influências barrocas perceptíveis na dramaticidade das composições e na valorização emocional da cena retratada.
A PINTURA COMO EXTENSÃO DA POESIA
Em Erivan Lima, pintura e literatura caminham lado a lado. Seus quadros frequentemente dialogam com poemas autorais, criando uma relação simbólica entre palavra e imagem. Essa fusão estética se fortaleceu durante sua participação em projetos culturais ligados ao IFRN, especialmente nas experiências coordenadas pelo professor e artista Nilton Xavier, quando passou também a produzir poemas inspirados nas obras expostas.
Mais do que ilustrar sentimentos, sua arte busca preservar memórias afetivas e identidades culturais, transformando a paisagem nordestina em espaço de contemplação poética.
EXPOSIÇÕES E RECONHECIMENTO ARTÍSTICO
Ao longo dos últimos anos, Erivan participou de exposições no IFRN Campus Canguaretama, na Pinacoteca do Estado do Rio Grande do Norte, além de mostras culturais e apresentações no histórico Engenho Pituaçu. Em 2022, realizou sua primeira exposição individual, “A Alma e a Arte de Erivan Lima”, consolidando sua presença no circuito artístico regional.
CULTURA, FÉ E COMPROMISSO SOCIAL
Além da produção artística, Erivan também construiu forte atuação comunitária e cultural. Participou da fundação da Academia de Letras de Canguaretama, presidindo a instituição entre 2019 e 2021, e desenvolve trabalhos religiosos e sociais ligados à Comunidade Chama de Amor.
Sua trajetória revela um artista que compreende a arte não apenas como linguagem estética, mas como instrumento de sensibilidade, pertencimento e transformação humana. Entre tintas, versos e memórias, Erivan Lima segue convertendo sua experiência de vida em patrimônio cultural potiguar.

