A nova fase da operação Sem Desconto, que apura fraudes bilionárias no INSS, mira nesta quarta-feira (27) associações responsáveis por descontos em contracheques de aposentados e pensionistas.
Em SP, há mandados contra quatro associações. Em Brasília, três.
Segundo o inquérito, o grupo investigado atuava “de forma estruturada e em diferentes frentes”. Na captação fraudulenta, utilizava empresa para operacionalizar sistemas de adesão de novos “associados” e obter dados de aposentados por meio de contatos em instituições bancárias. Na falsificação ideológica, produzia tokens falsos e empregava biometria fraudulenta para simular assinaturas em fichas de filiação e validar descontos perante o INSS.
Além disso, diz a PF, o grupo buscava blindar e expandir o esquema, prestando suposta “assessoria” a outras entidades interessadas em replicar o modelo criminoso e mantendo contatos estratégicos para dificultar ou neutralizar fiscalizações. Também promovia a ocultação e dissimulação dos valores ilícitos por meio de empresas de fachada, além da aquisição de bens de alto valor.
“Em síntese, o grupo gerenciava um esquema de descontos ilegais em massa, manipulava sistemas de dados para burlar exigências biométricas do INSS, apresentava documentação falsa em auditorias e atuava para dificultar fiscalizações da CGU”, aponta a investigação. Paralelamente, as empresas realizavam movimentações financeiras complexas entre empresas vinculadas à organização, com o objetivo de ocultar a origem criminosa dos recursos.
*Com informações de CNN

