No mundo todo existem vários casos de pessoas que suicidaram ou que tentaram suicídio, após ter passado por situações complicadas. O aumento desses fatos fez com que essa problemática passasse a ser pensada como uma questão de saúde pública. Pensando nisso, a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) da Assembleia Legislativa aprovou, na reunião desta terça-feira (25), o programa de saúde mental e prevenção de depressão e suicídio para pais e cuidadores de pessoas com deficiência. Esse programa é de autoria do deputado Neilton Diógenes (PP).
O suicídio é um fenômeno complexo, multifatorial e afeta indivíduos das mais variadas origens, classes sociais, orientações sexuais e identidades de gênero. Não é resultado de um motivo único, mas sim de um conjunto de situações sociais, culturais, psicológicas e ambientais, que se acumulam ao longo da vida. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 800 mil pessoas suicidam por ano, um dado que se reflete na preocupante constatação de que, no planeta, alguém se suicida a cada 40 segundos.
“O impacto emocional e psicológico associado ao cuidado integral de pessoas com deficiência é significativo e pode provocar sérias consequências, incluindo depressão e, em casos extremos, suicídio. O programa pretende abordar essas questões, proporcionando apoio psicológico acessível e eficaz aos pais e cuidadores”, afirma Neilton. De acordo com o projeto, o programa de saúde mental deverá ser ofertado na modalidade online, através de convênios e parcerias.

