A estação mais quente do ano, o verão, começou nesta sexta-feira (22) a partir das 0h27 e se estende até o dia 20 de março de 2024, à 0h06. Um período caracterizado pela posição da Terra mais próxima ao Sol, com altas temperaturas, dias mais longos do que as noites e rápidas mudanças nas condições do tempo.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um relatório analisando a previsão para o verão no RN: “O Rio Grande do Norte, de forma geral, no trimestre janeiro-fevereiro e março as chuvas poderão variar de abaixo a próxima da climatologia. Porém, não se descarta que eventualmente, ocorram chuvas mais forte”, explicou a meteorologista do instituto, Josefa Morgana.
A meteorologista explica ainda que o fenômeno do El Niño vai influenciar, principalmente, na questão pluviométrica: “Vale ressaltar que as condições climáticas na próxima estação (Verão) serão influenciadas pelo El Niño. Porém, o oceano Atlântico tem um papel muito importante para o Nordeste e a qualidade da estação chuvosa é diretamente influenciada”.
O chefe da unidade de Meteorologia da Emparn, Gilmar Bristot, explica que devido a essa influência é possível que se tenha um aumento nos episódios de chuva: “Estamos acompanhando todo sistema meteorológico e fatores influenciadores e estamos prevendo mais chuvas tanto para área do litoral como para o interior, tudo isso causado pelas frentes frias que chegam com maior facilidade devido ao fenômeno”, e completa “Para o verão nós estamos prevendo chuva acima do normal, provavelmente entre os meses de janeiro e fevereiro. No bimestre seguinte, março e abril, com a influência do El Niño deve ter uma redução no índice de chuvas”.
Bistrot enfatiza ainda que as temperaturas não sofrerão tantas variações no verão: “As temperaturas não devem apresentar valores acima do normal, ficando dentro de um padrão já habitual. No interior do RN, as temperaturas nessa época do ano acima dos 35°C e temperaturas mínimas quando chove, ficando em torno dos 22°C, 23°C graus nas regiões serranas”.
SAFRA
Com relação aos impactos para a área da agricultura, que depende das chuvas para programar períodos de plantio e colheita, o Inmet afirma que o momento é de atenção: “Considerando a previsão dos modelos climáticos e a permanência do El Niño, o impacto deste fenômeno na safra de verão 2023/24 merece atenção. No entanto, vale destacar que o clima no Brasil não é apenas influenciado pela atuação do El Niño, já que outros fatores também interferem nas condições do tempo e clima, fazendo com que a previsão climática nas regiões produtoras precise ser avaliada”.

