O NOVO MOMENTO DE FÁTIMA BEZERRA
O direito de gostar ou não de uma situação ou de um ser vivo é da avaliação de cada um de nós. Dizendo isso, abro a coluna desta quinta-feira para fazer uma análise sobre o perfil da professora Fátima Bezerra e também de suas atuações políticas.
Quer goste ou não dela, a professora Fátima Bezerra tem uma história de superação, de resiliência e de vitórias. Saída lá das brenhas da Paraíba, onde se instalava o distrito de Nova Palmeira, no município de Picuí, na Paraíba, filha de pais paupérrimos, Fátima chegou aqui no nosso RN ainda adolescente e aqui se formou professora para depois se tornar presidente do Sindicato dos Professores, deputada estadual por dois mandatos, por três vezes foi deputada federal, senadora da República e Governadora de Estado.
Viveu atropelos, sofreu derrotas, mas foi resiliente, alcançou suas vitórias e chegou ao Governo do Estado por competência e méritos seus e de uma equipe que soube escolher e que a acompanha desde os seus primeiros movimentos políticos partidários.
Fátima vivenciou momentos difíceis em sua primeira gestão. Uma estratégia política bem afinada evitou que sofresse derrota eleitoral, pois não vivia um bom momento administrativo quando se submeteu à escolha do eleitorado.
Vivendo a sua segunda gestão no governo do Estado, a professora Fátima Bezerra tem enfrentado nos últimos meses o pesadelo que muitos gestores já viveram. O pesadelo do colapso financeiro na sua gestão. Quem foi gestor, seja em nível municipal, estadual ou federal que durante sua gestão viveu colapso financeiro a ponto de chegar a atrasar compromissos com fornecedores e ao cúmulo de não pagar salários dos servidores em dia sabe perfeitamente o “inferno astral” que atormentou.
Nesse momento, a governadora Fátima Bezerra ainda não chegou a atrasar salários dos servidores, mas esteve bem próximo. Não fora a chegada da antecipação de transferências do governo federal e mais substancial ajuda financeira advinda dos primeiros movimentos do novo Refis, certamente a ex-parlamentar, que tanto combatera o atraso de salários, iria conviver com tal feito, pois a falta de recursos financeiros é tamanha que a obrigou a negociar com os Poderes Legislativo e Judiciário um novo prazo para as transferências dos duodécimos obrigatórios.
Mesmo ainda convivendo nos últimos dias com essa crise financeira, a governadora Fátima Bezerra sai de seu “inferno astral” para viver com um novo momento das finanças estaduais com a chegada de recursos financeiros de R$ 1 bilhão e 600 milhões, dentro do Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal.
Um alivio para a governadora Fátima Bezerra, que deverá começar a viver novos momentos positivos na sua administração.
DEPUTADO
O deputado estadual Coronel Azevedo, que vem se destacando na Assembleia Legislativa e talvez por essa razão tenha conseguido dobrar o número de votos nessa eleição em que se reelegeu, falou ao Diário do RN sobre a gestão Fátima Bezerra: “Incompetência genética do modelo de esquerda de governar, advindo das tresloucadas utopias comunistas”. E disse muito mais.
QUEDA
O Índice de Confiança das Energias Renováveis (ICER) do Rio Grande do Norte caiu em setembro percentual de 0,90% em relação ao mês de junho, cuja medição foi de 76,90% contra 76,30% agora em setembro, conforme informação da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte – FIERN. O estado lidera a produção de energia eólica e é o 5º maior da região Nordeste em produção de energia solar. A retração no ICER foi puxada por gargalos sobre licenciamentos, legislação e, também, sobre o mercado de trabalho.
COMBUSTÍVEIS
Enquanto a Agência Nacional de Petróleo (ANP) andou autuando postos de combustíveis em Natal e em municípios da Grande Natal por conta de irregularidades nas bombas, os PROCONs, sejam com atuações em níveis estadual e municipal na Capital em nada se pronunciaram sobre a gangorra nos preços da gasolina. Teve posto de combustível que vendeu gasolina a R$ 6,59 com o aumento concedido pela Petrobras, mas agora está praticando R$ 5,78. Qual a mágica?
NEÓPOLIS
A precariedade vivida pelos moradores de casas que foram afetadas pelas chuvas no bairro de Neópolis é sem fim. As ações são sempre adiadas e os moradores começam a ficar descrentes de providências. Há quem alegue que as casas atingidas foram construídas em áreas de risco. Será?

