NOVA AMEAÇA DE IMPUNIDADE
O cenário político, jurídico e social do país desperta nesta semana com um alerta que ecoa nos corredores mais soturnos de Brasília. O desdobramento das investigações em torno do Banco Master e de seu ex-proprietário, Daniel Vorcaro, ingressou em uma zona cinzenta e altamente sensível. A possibilidade concreta de que o processo principal caminhe para a pecha da nulidade jurídica — nos mesmos moldes que assombraram e implodiram a célebre Operação Lava-Jato — deixou a Suprema Corte em estado de alerta máximo.
O mote dessa reviravolta jurídica reside em uma petição apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela defesa de Vorcaro. O núcleo da controvérsia técnica apoia-se em um relatório elaborado por assistente técnico, que aponta a existência de modificações, criações e alterações de centenas de arquivos (incluindo imagens, bancos de dados e registros de configuração) no aparelho celular apreendido do ex-banqueiro em datas posteriores à sua prisão e custódia.
Se a perícia contratada pela defesa — e agora submetida ao crivo do STF — levantar dúvidas intransponíveis sobre a integridade estrutural dos arquivos digitais, todo o arcabouço probatório derivado daquele dispositivo corre sério risco de contaminação.
A jurisprudência brasileira construída ao longo dos últimos anos — sobretudo nos ecos do que significou a revisão de grandes operações de combate à corrupção — consolidou o entendimento de que a prova ilícita, ou aquela cuja integridade foi comprometida por quebra na cadeia de custódia, contamina os atos subsequentes (a famosa teoria dos frutos da árvore envenenada).
Caso o Plenário da Corte entenda que houve falha grave na preservação dos dados do celular de Vorcaro, o processo poderá ruir por completo, gerando uma onda de repercussões imprevisíveis no mundo político, corporativo e institucional.
Cumpre relatar, com o rigor da verdade factual, que o debate jurídico ainda está longe de um encerramento definitivo ou de um veredito sumário de adulteração intencional. O próprio relatório técnico apresentado pela defesa pondera com cautela que a existência de registros de modificação e criação de arquivos nem sempre comprova, por si só, uma intervenção humana deliberada ou má-fé.
Em contrapartida, a Polícia Federal mantém a tese de que o material original e a integridade da cadeia de custódia foram devidamente preservados sob os rigores técnicos exigidos para a salvaguarda de provas sensíveis. Cabe agora aos ministros do STF — em meio a debates tensos sobre compartilhamento de dados, relatórios e contrapontos institucionais — decidirem o destino processual dessas evidências.
O país observa atentamente se os erros do passado — que desacreditaram investigações de grande envergadura e deixaram feridas profundas na credibilidade da Justiça — servirão de lição para blindar o rito processual contra qualquer sombra de dúvida, ou se a Corte assistirá, atônita, à repetição de um passado que parecia superado.
TRANSPORTE
Após cerca de 30 anos sem fazer concorrência pública para o seu transporte urbano, a Prefeitura Municipal de Natal irá conhecer as empresas que sairão ganhadora da concorrência, cujo processo atravessou período das gestões de Álvaro Dias e do atual prefeito Paulinho Freire.
MODERNIZAÇÃO
Sem dúvida, um passo fundamental para a ampliação e modernização da frota que passará a servir aos natalenses. Gradativamente, a frota de ônibus ganhará ar-condicionados.
OLIGARQUIA
Entre os vários políticos tupiniquins que condenam tanto as oligarquias Rosado, Maia e Alves estão o ex-prefeito de Mossoró Alysson Bezerra (União Brasil) e o senador Styvenson Valentim (Podemos).
OLIGARQUIA 2
O ex-prefeito e candidato derrotado para o governo do estado Alysson Bezerra foi um crítico ferrenho da oligarquia Rosado quando usou desse argumento para derrotar a ex-governadora Rosalba Ciarlini na disputa pela prefeitura de Mossoró, em 2021.
OLIGARQUIA 3
De crítico das oligarquias, Alysson se juntou ao ex-senador José Agripino Maia – presidente de seu partido, o União Brasil -, e recebeu apoio do vice-governador Walter Alves, na sua campanha para o governo do estado.
OLIGARQUIA 4
Na primeira oportunidade, mesmo disputando o governo do estado, Alysson tratou de eleger sua esposa, Cynthia, deputada estadual. Não resistiu à tentação e já iniciando os preparativos para uma outra oligarquia na política potiguar.
STYVENSON
O senador Styvenson Valentim que recebeu mais de 1 milhão de votos dos potiguares e teve o seu mandato renovado por mais 8 anos, não só criticava as oligarquias, mas toda a classe política. Abominava a prática dos políticos, mas terminou enveredando pelos mesmos caminhos.
STYVENSON 2
É outro que não resistiu à tentação, mesmo tendo criticado à exaustão as oligarquias Alves, Rosado e Maia, tratou de colocar sua irmã Kelly Valentim como sua suplente e tem confidenciado aos mais próximos seu desejo em disputar o governo do estado em 2030, quando ele ainda terá 4 anos de mandato. E assim vai constituindo uma nova oligarquia, que ele tanto condenou.

