A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que a bandeira tarifária permanecerá verde durante novembro de 2026. Com a decisão, os consumidores brasileiros não terão cobrança adicional na conta de energia elétrica pelo segundo mês consecutivo. A medida foi divulgada na sexta-feira (30) e ocorre após a melhora das condições de geração de energia no país, impulsionada pelo aumento das chuvas nas regiões onde estão localizadas as principais usinas hidrelétricas.
Segundo a Aneel, o volume de chuvas contribuiu para equilibrar os níveis dos reservatórios, reduzindo a necessidade de acionamento das usinas termelétricas, que possuem custos de operação mais elevados. Dessa forma, não será necessário aplicar cobranças extras sobre o consumo de energia elétrica durante o mês.
A bandeira verde voltou a vigorar em outubro, após cinco meses consecutivos de bandeira amarela, entre maio e setembro. Durante esse período, os consumidores pagaram um acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
A mudança foi possível com o início da transição do período seco para o período úmido em parte das principais bacias hidrográficas brasileiras, especialmente nas regiões Sul e Sudeste. O aumento das precipitações favoreceu a recuperação dos reservatórios e permitiu reduzir o uso de fontes mais caras de geração de eletricidade.
Entenda como funcionam as bandeiras tarifárias
Criado pela Aneel em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias indica mensalmente as condições de geração de energia elétrica no Brasil. O mecanismo utiliza as cores verde, amarela e vermelha para informar aos consumidores quando o custo de produção da eletricidade está mais elevado.
A classificação considera fatores como a disponibilidade de água nos reservatórios, a necessidade de utilização de usinas termelétricas e os custos estimados para atender à demanda nacional.
De acordo com o Ministério de Minas e Energia, os valores adicionais atualmente aplicados são:
- Bandeira verde: não há cobrança adicional na conta de luz.
- Bandeira amarela: acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
- Bandeira vermelha, patamar 1: acréscimo de R$ 4,463 a cada 100 kWh.
- Bandeira vermelha, patamar 2: acréscimo de R$ 7,877 a cada 100 kWh.
Os valores são aplicados às unidades consumidoras atendidas pelas distribuidoras conectadas ao Sistema Interligado Nacional (SIN), que abrange as regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e parte da Região Norte.
Bandeira verde não significa conta de luz gratuita
Apesar da ausência de cobrança adicional, a manutenção da bandeira verde não representa uma redução automática no valor total da fatura. Os consumidores continuam pagando normalmente pela energia utilizada, além dos tributos e demais componentes tarifários previstos na legislação.
O valor final da conta depende de fatores como a quantidade de energia consumida, a tarifa aplicada pela distribuidora e os impostos incidentes sobre o serviço.
A Aneel ressalta que o sistema de bandeiras funciona como um instrumento de transparência, permitindo que a população acompanhe as condições de geração de eletricidade e os custos associados ao fornecimento.
Mesmo em períodos de bandeira verde, a agência recomenda o uso consciente da energia elétrica, tanto para evitar desperdícios quanto para reduzir os gastos domésticos.

