O corregedor-geral eleitoral, ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou na última quinta-feira que a Meta e o X apresentem, no prazo de 24 horas, esclarecimentos sobre uso de inteligência artificial e distribuição de conteúdos políticos nas redes. A decisão ocorre após um pedido da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que aponta a existência de tratamento desigual pelas plataformas favorecendo a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).
A campanha alega que há favorecimento a Flávio na distribuição, recomendação, moderação e impulsionamento de conteúdos político-eleitorais, além do uso de ferramentas de inteligência artificial.
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O pedido aponta que as “irregularidades ocorreriam por meio de práticas distintas, incluindo supostas restrições à circulação de conteúdos favoráveis à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva, favorecimento algorítmico de perfis associados à candidatura adversária, utilização de ferramentas de inteligência artificial para geração de conteúdos político-eleitorais, inconsistências em mecanismos de tradução automática e irregularidades relacionadas à contratação e à distribuição de anúncios eleitorais”.
No que se refere ao X, a campanha afirma que a ferramenta de inteligência artificial Grok apresenta respostas distintas a solicitações relacionadas às candidaturas. “Os elementos apresentados justificam esclarecimentos técnicos sobre o funcionamento da ferramenta, especialmente quanto aos critérios aplicados às solicitações relacionadas aos candidatos e à eventual existência de tratamento diferenciado”, disse o ministro.
*Com informações de O Globo

