A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou nesta quinta-feira (22) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma resposta ao desafio feito pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) em mais um desdobramento da disputa travada em torno da abertura dos sigilos bancários, fiscal e telefônicos dos dois candidatos.
Foram ao TSE representando a campanha do petista o coordenador de campanha e líder do PT no Senado, Camilo Santana (PT-CE), os ministros da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, e do Empreendedorismo, Paulo Pereira, o presidente do PT, Edinho Silva, e a deputada federal Camila Jara (PT-MS).
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O início da “guerra” pela quebra dos sigilos iniciou depois de Lula desafiar Flávio no debate da TV Bandeirantes para os dois abrirem o próprio sigilo e dos familiares. Na última terça-feira (20/10), o petista protocolou na Corte Eleitoral e no Supremo Tribunal Federal (STF) um documento no qual autoriza a abertura de seus próprios sigilos e de familiares, caso o presidenciável do PL fizesse o mesmo.
No dia seguinte, Flávio informou ao TSE que aceitaria a proposta, mas impôs uma série de condições.
Na manifestação enviada, o senador pediu a divulgação dos gastos com cartões corporativos da Presidência, informações sobre a agenda da primeira-dama Janja Lula da Silva, além da abertura do sigilo do ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, entre outros pedidos.
A campanha do petista disse aceitar todas as condições e desafiou o adversário a apresentar os dados nesta quinta-feira (22).
A batalha dos sigilos teve origem no último domingo (18), durante o debate presidencial na TV Band, no qual Lula lançou o desafio ao adversário após ouvir diversas acusações sobre corrupção. O pedido prevê que os dados sejam disponibilizados à população por meio da plataforma DivulgaCandContas ou de outro portal eletrônico de acesso público.
*Com informações de Metrópoles

