O presidente Luiz Inácio Lula da Silva postou um vídeo nas redes sociais nesta quinta-feira em que afirma que pedirá para a Polícia Federal investigar o caso da ilha do atacante Richarlison. O jogador do Tottenham acusa o candidato do PL a presidente, Flávio Bolsonaro, e o advogado Willer Tomas de terem atuado para lhe tomar a ilha, localizada em Angra dos Reis, no litoral Sul do Rio.
— Esse rapaz comprou a ilha por R$ 10 milhões e de repente ele viu ilha desaparecer. O advogado Willer Tomaz, do Flávio Bolsonaro, e o Flávio Bolsonaro foram na ilha desse rapaz, filmaram a ilha com drone e deram entrada no SPU (Secretaria de Patrimônio da União) do Rio de Janeiro. Em apenas uma semana esse Willer Tomaz, possivelmente com a ajuda do Richarlison, conseguiu tomar a ilha do Richarlison. Estou pedindo para a Polícia Federal investigar para saber onde que foi feito o trambique — afirma Lula, no vídeo.
Lula ainda pede para o jogador “ter paciência que as coisas vão ser esclarecidas”. Nesta quarta-feira, publicou um novo vídeo nas redes sociais em que apresenta documentos que comprovam a compra da ilha. O jogador do Tottenham também divulgou o número dos processos relacionado ao caso e um registro de mensagem enviada ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
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— Estarei mostrando aqui agora os documentos que comprovam que eu comprei a ilha. Foi tudo na frente do juiz, foi tudo na frente do desembargador do Rio de Janeiro. E foi tudo correto — afirmou o atacante no início do vídeo.
O atacante publicou o vídeo após o advogado Willer Tomaz, que disputa os direitos sobre a propriedade, o desafiar a apresentar documentos que comprovassem a compra e o pagamento dos R$ 10 milhões que o jogador afirmou ter investido.
Em vídeo publicado no domingo, Tomaz deu um prazo de 72 horas para que o atleta apresentasse qualquer documento que comprovasse a compra da ilha por parte do Richarlison. Caso os documentos fossem apresentados, o advogado afirmou que transferiria os direitos sobre o imóvel ao jogador sem cobrar nada.
Agora, Richarlison criticou a condução do processo e comparou o tempo de espera de sua empresa com a rapidez que, segundo ele, marcou a atuação da Justiça no caso envolvendo Tomaz.
— A gente sempre esperou a resposta deles, e eles nada, só ficavam enrolando até chegar a turma do Willer Tomaz. Então foi aí que aconteceu a mágica. Para eles, aconteceu muito rápido, foi questão de dias. E a gente esperou quase um ano e não teve resposta — declarou.
Em vídeo publicado no sábado, o atacante do Tottenham havia acusado o senador Flávio Bolsonaro de ter obtido a posse do imóvel sem pagar por ele e pediu que a Polícia Federal investigue o caso.
No relato, Richarlison afirmou que comprou a ilha entre 2020 e 2021, durante a pandemia de Covid-19, em uma parceria com Alencar da Silveira Júnior, então presidente do América-MG, e Renato Velasco. O atacante disse que recebeu propostas de compra, inclusive de Flávio Bolsonaro, mas que recusou vender ao senador.
— Eu não quis vender a ilha para ele. Como não quis, os caras pegaram na mão grande lá na Justiça. A gente estava resolvendo a papelada (documentação da posse da ilha), e eles falaram que demorava meses ou até anos para resolver. Flávio Bolsonaro e o tal do Willer Tomaz foram lá e, em 24 horas, pegaram a posse da ilha. Aí a Justiça falhou. Os caras tomaram a ilha sem gastar um tostão, até onde eu sei. Gastei em torno de R$ 10 milhões lá e não recebi nada — disse Richarlison.
Em nota enviada ao GLOBO, o advogado Willer Tomaz havia desafiado “Richarlison a apresentar contrato de compra e venda registrado ou inscrição em seu nome na SPU, junto com o comprovante dos R$ 10 milhões que diz ter pago a quem tinha direitos sobre o bem”.
*Com informações de O Globo

