O Partido dos Trabalhadores do Rio Grande do Norte (PT-RN) pediu a apuração das agressões registradas durante manifestações políticas realizadas na segunda-feira (19), no campus central da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal. Em nota assinada pela presidente estadual da sigla, Samanda Alves, o partido manifestou solidariedade aos estudantes feridos e defendeu a identificação dos responsáveis.
A confusão ocorreu durante o ato “UFRN anti-Lula”, organizado por grupos de direita, e uma mobilização contrária promovida por estudantes ligados à esquerda. As manifestações aconteceram nas proximidades do Centro de Tecnologia e do Setor de Aulas IV. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram discussões, empurrões e agressões físicas, mas não permitem estabelecer quem iniciou o confronto.
O PT-RN afirmou que o ato de direita ocorreu em local não autorizado e que carros de som com música em volume elevado teriam interrompido atividades acadêmicas. A legenda também criticou a participação de parlamentares na manifestação e cobrou respeito às regras da universidade e à segurança da comunidade acadêmica.
O deputado federal General Girão (PL), que participou da mobilização, também criticou a atuação da segurança universitária. Ele afirmou que pretende apresentar ao reitor um documento sobre a conduta dos agentes. As declarações do parlamentar não representam, por si só, uma conclusão sobre a responsabilidade pela ocorrência.
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) informou ter recebido, por meio do aplicativo Pardal, denúncia de possível propaganda eleitoral irregular relacionada às manifestações. Agentes da Justiça Eleitoral estiveram no campus acompanhados pela Polícia Militar. Segundo o juiz eleitoral Cleanto Pantaleão, a liberdade de manifestação política nas universidades é garantida, mas não elimina os limites legais para propaganda eleitoral em bens públicos.
Na nota, o PT-RN defendeu que divergências políticas sejam tratadas sem agressões ou intimidações e pediu a adoção das medidas cabíveis após a apuração dos fatos. O partido também ressaltou o direito de estudantes, professores e servidores de exercer suas atividades em segurança.

