O FIM DO BANQUETE E A RESSACA FISCAL DE 2027
Seja lá quem for ungido pelas urnas e desfilar em carro aberto pela Esplanada dos Ministérios, uma certeza transcende ideologias, santinhos e promessas de campanha: a faixa presidencial de 2027 virá com um carnê das Casas Bahia grampeado no peito. O próximo mandatário — seja de esquerda, direita, centro ou devoto fervoroso do pragmatismo fisiológico — assumirá um país com vocação para malabarista de semáforo: equilibrando pratos trincados enquanto desvia do tráfego.
A festa das contas públicas deixou rastros tenebrosos. Como bem cravou o jornal O Estado de S. Paulo, em sua edição de ontem, terça-feira, 6, a dívida bruta registrou saltos cavalares — subindo inacreditáveis 4,2 pontos percentuais em apenas oito meses —, não por causa de uma hecatombe global ou de uma pandemia zumbi, mas puramente pelo apego recreativo do governo Lula a gastar como se não houvesse o amanhã. O problema é que o amanhã atende pelo nome de 2027, e ele não aceita desculpas nem parcelamento no Pix.
Para a sofrida população brasileira, a expectativa dos analistas econômicos para o próximo ano tem a leveza de uma bigorna de desenho animado. Enquanto os gabinetes de Brasília tentam fingir que o teto fiscal é apenas uma sugestão decorativa, o cidadão comum já sabe exatamente o que esperar da sua rotina financeira: 1) O Supermercado das lágrimas: A ida ao caixa continuará sendo um exercício de suspense psicológico. O quilo da proteína virará item de joalheria, e o brasileiro redescobrirá formas místicas de esticar o arroz e o feijão até o infinito. 2) O Retorno da Tesoura Fiscal: Sem espaço nas contas, o novo presidente terá que escolher entre cortar subsídios, reajustar impostos sobre a luz do sol ou inventar uma taxa sobre suspiros de desespero. Ajuste fiscal, em bom português, nunca atinge os banquetes de Brasília; sobra sempre para o transporte público sucateado e a fila do posto de saúde. 3) Juros em Órbita: Com a desconfiança fiscal nas alturas, o Banco Central manterá a taxa básica de juros como um satélite geoestacionário: inalcançável. Financiar um carro popular custará o valor de uma espaçonave, e a fatura do cartão de crédito passará a exigir caução da alma.
O réveillon de 2026 para 2027 terá espumante barato na taça e calculadora na mão. O governo que entra terá que navegar num mar de despesas obrigatórias engessadas, e o povo — PhD honoris causa em sobrevivência diária — precisará mais uma vez provar que é capaz de respirar debaixo d’água enquanto paga o almoço com o cheque especial da janta.
DATAVERO
Mais uma eleição em que o Instituto DATAVERO demonstrou seu compromisso com a seriedade priorizada na atuação de seus técnicos e administradores em todas as suas ações.
DATAVERO 2
Igualmente ao que ocorreu na eleição municipal de Natal, em 2024, quando em pesquisa realizada às vésperas da votação acertou os números apurados nas urnas, o Instituto DATAVERO também chegou bem próximo ao resultado do primeiro turno do pleito 2026.
DATAVERO 3
Dessa vez, a pesquisa estadual feita pela DATAVERO, na avaliação de presidente da República e de governador, foi realizada na ante-véspera (na sexta-feira) da realização do pleito eleitoral.
ZENAIDE
A senadora Zenaide Maia (PSD), que não obteve êxito na última eleição para renovar o seu mandato, foi extremamente leal ao seu candidato ao governo do estado Alysson Bezerra (União Brasil). Mas ao que parece, não houve a reciprocidade do ex-prefeito mossoroense.
NÚMEROS
Os números não mentem e demonstram que em Mossoró, quando Zenaide esperava alcançar uma votação superior a 60 mil votos, ficou com a aprovação de 41.437 eleitores no universo de mais de 187 mil votantes.
ALYSSON
Enquanto a senadora do PSD não conseguiu atingir sua marca desejada, Alysson Bezerra, na disputa pelo governo, obteve o dobro da votação de Zenaide em território mossoroense e atingiu aos 81.286 votos. Sinal de que ele largou a mão de Zenaide junto ao seu eleitorado mais fiel.
CONVENIÊNCIA
Às vezes a tal da “conveniência” é maléfica para sua história. É o caso do PSOL carioca que entrou com pedido na justiça eleitoral para que os votos de Anthony Garotinho sejam validados. O PSOL, que não se beneficia em nada com a medida, se mostra a serviço de alguém.
ÁLVARO
Com serenidade, Álvaro Dias fez o seu agradecimento aos milhares de eleitores que acreditaram em suas propostas, elogiou os vencedores coligados e de seu partido e se disse disposto a participar da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.
GOVERNADOR
Álvaro Dias (PL), que ficou em terceiro lugar na disputa para o governador no estado, foi o campeão de votos na Capital, obtendo mais de 165 mil votos.

