O ZERO-UM XERANDO O CANGOTE DE LULA
Nos manuais clássicos de estratégia eleitoral de Brasília, a cartilha parecia escrita a ouro de tolo: pegue um presidente em exercício, coloque-o diante de um adversário cuja bagagem política parece montada em cima de investigações rumorosas, cisões domésticas e incapacidade crônica de costurar apoios amplos além dos limites do próprio cercadinho partidário, e sirva a reeleição em bandeja de prata. O roteiro desenhado pelo lulismo para 2026 prometia um passeio bucólico pelo Planalto. O problema é que esqueceram de avisar as pesquisas de opinião, que teimam em registrar empates técnicos indigestos e uma rejeição de 50%.
O que se desenhava como um desfile cívico transformou-se em uma verdadeira gincana de desespero fiscal e retórico. Vendo o herdeiro do clã Bolsonaro respirar no seu cangote nas margens de erro dos principais institutos — oscilando entre 40% a 45% nas projeções de segundo turno —, o Palácio do Planalto resolveu abrir o baú dos milagres.
O festival de bondades de última hora adquiriu ares de parque de diversões populista, senão vejamos: 1) Após quase quatro anos de banho-maria legislativo, a extinção da famigerada escala 6×1 virou subitamente uma questão de honra planetária, desenterrada com a urgência de quem precisa do voto operário antes do fechamento das urnas. 2) O refinanciamento e renegociação emergencial de dívidas familiares da baixa e média renda surgiram como um abraço fraterno do Tesouro Nacional — ou melhor, um carimbo de “limpe seu nome e vote 13”. 3) Ajustes e turbinadas generosas no benefício social reapareceram no radar exatamente na reta final, ignorando a prudência do ministro da Fazenda e lembrando que, no Brasil, a responsabilidade orçamentária é um detalhe estético diante do desespero de cabine eleitoral. 4) Em um dos saltos triplos carpados mais cômicos da história tributária recente, o mesmo governo que instituiu a “taxa das blusinhas” para desalento dos compradores de bugigangas asiáticas correu para afrouxar as rédeas alfandegárias, na esperança de reconquistar a simpatia do público conectado.
5) As casas de apostas virtuais (as onipresentes BETs), regulamentadas sob aplausos pela própria máquina arrecadadora do governo, tornaram-se repentinamente o grande vilão moral da nação, alvo de decretos de cruzada moralista e estrangulamento express.
A ironia que transborda dos corredores do poder é palpável. O governo opera uma liquidação de Black Friday com a máquina pública: perdoa juros, promete fins de semana eternos, distribui auxílios e caça os próprios monstros que pariu. No entanto, a cada canetada desesperada, o gráfico das sondagens eleitorais reage com a persistência de um “João Teimoso”.
Em vez de uma vitória por nocaute sobre uma direita fraturada e encurralada em disputas de herança biológica e ideológica, o terceiro mandato lulista se vê arrastado para uma guerra de trincheiras de polarização extrema. O eleitorado, calejado por promessas de picanha que viraram salada mista, parece olhar para o pacote de bondades com uma mistura de cinismo e apetite — embolsa o alívio na conta de luz e no boleto atrasado, mas hesita na hora de entregar a alma ao capitão de turno. A eleição que deveria ser um passeio transformou-se no pesadelo de um operário que, mesmo distribuindo o próprio estoque da fábrica, não consegue convencer a freguesia a assinar a nota promissória da reeleição.
FERIADO
Hoje, 30 de setembro, é feriado em Mossoró, a conhecida e próspera Capital do Oeste. O mossoroense celebra com muito orgulho os 143 anos da Abolição da Escravatura.
PIONEIRO
Mossoró tem se constituído um município com características de pioneirismo. E foi assim com a libertação dos escravos. Mossoró libertou seus escravos, em 1833, cinco anos antes da assinatura da Lei Áurea no Brasil.
EZEQUIEL
Quem tem acelerado seus contatos pelo interior do estado é o presidente estadual do PSDB, deputado Ezequiel Ferreira de Souza que parece ter sua reeleição concretizada, com o apoio de lideranças políticas espalhadas por todo o estado.
EZEQUIEL 2
Pelo reconhecimento ao seu trabalho frente à Assembleia Legislativa e a valorização que empresta às lideranças políticas do menor ao maior município, Ezequiel deverá ser um dos mais votados no atual pleito eleitoral e irá contribuir para a formação de uma boa bancada do PSDB no legislativo potiguar.
FREI GILSON
O clero potiguar está em total mobilização em suas paróquias para tornar o BOTE FÉ COM MARIA um dos mais movimentados com a presença de Frei Gilson, no próximo dia 10.
FREI GILSON 2
É aguardado um público entre 50 mil a 60 mil fiéis na Arena das Dunas. Quem adquirir a camisa para o show “Bote Fé com Maria” estará contribuindo também para a implantação do sistema de ar condicionado na Catedral Metropolitana.

