Um eclipse solar total considerado um dos mais longos das próximas décadas poderá deixar parte do céu escuro por mais de seis minutos em 2 de agosto de 2027. O fenômeno terá duração máxima de 6 minutos e 23 segundos, com o maior período de totalidade previsto para o Egito.
A faixa de totalidade atravessará oito países: Espanha, Marrocos, Argélia, Líbia, Egito, Arábia Saudita, Iêmen e Somália. Em outras regiões da Europa, África, Oriente Médio e Ásia, o eclipse poderá ser observado parcialmente.
O fenômeno acontece quando a Lua passa entre a Terra e o Sol e bloqueia completamente a luz solar para quem estiver dentro da faixa de sombra. Segundo a NASA, a largura da região onde o eclipse será total é limitada porque a sombra da Lua cobre apenas uma pequena área da superfície terrestre.
A duração excepcional está relacionada à posição da Lua em sua órbita. Próxima do perigeu, quando estará mais perto da Terra, ela terá um tamanho aparente maior no céu, favorecendo um período mais prolongado de totalidade.
Entre os locais que poderão acompanhar a totalidade estão cidades como Cádiz, na Espanha; Tânger, no Marrocos; Benghazi, na Líbia; Luxor, no Egito; e Jeddah, na Arábia Saudita. O Observatório Solar Nacional dos Estados Unidos também indica Gibraltar como parte da trajetória do eclipse.
Durante a totalidade, a luminosidade do dia diminui drasticamente e a coroa solar, normalmente encoberta pelo brilho do Sol, pode ser observada. A orientação para quem pretende acompanhar o fenômeno é utilizar proteção ocular apropriada durante as fases em que o Sol não estiver completamente encoberto.
Apesar da longa duração, o eclipse de 2027 não será o mais longo do século. O eclipse total de 22 de julho de 2009 alcançou 6 minutos e 39 segundos de totalidade. Um fenômeno ainda mais longo que o de 2027 está previsto apenas para 3 de junho de 2114.
No Brasil, o eclipse de 2 de agosto de 2027 não será total. O próximo eclipse solar total visível no país está previsto para 12 de agosto de 2045.

