Os professores e educadores infantis da rede municipal de ensino de Natal aprovaram, em assembleia realizada na manhã desta segunda-feira (3), a deflagração de greve por tempo indeterminado. A paralisação terá início na próxima quinta-feira (6), após a categoria considerar que não houve avanços nas negociações com a Prefeitura de Natal.
A decisão foi tomada durante assembleia convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Rio Grande do Norte (Sinte-RN). No primeiro dia do movimento, os servidores realizarão um ato público em frente à sede da Prefeitura de Natal, a partir das 8h.
Entre as principais reivindicações estão a reposição das perdas salariais, a unificação das carreiras do magistério, a isonomia salarial entre os profissionais da rede e a defesa da educação pública municipal.
De acordo com o Sinte-RN, a categoria reivindica um reajuste de 4,6% referente a 2026. O percentual, segundo o sindicato, representa uma reposição imediata diante de perdas salariais acumuladas em cerca de 60% ao longo dos últimos anos.
Outro ponto considerado central nas negociações é a existência de três legislações distintas que regulamentam as carreiras do magistério municipal. Para o sindicato, esse cenário provoca diferenças salariais e de direitos entre profissionais que desempenham funções semelhantes.
Além das questões remuneratórias, os educadores denunciam problemas estruturais em escolas e centros de educação infantil da rede municipal. Segundo o Sinte-RN, diversas unidades necessitam de reformas, manutenção e melhorias nas condições de funcionamento.
Categoria define calendário de mobilização
Durante a assembleia, os trabalhadores aprovaram uma série de encaminhamentos para organizar o movimento grevista. Entre as medidas estão:
- realização de ações coordenadas nas redes sociais;
- criação de um fundo de apoio financeiro para a greve;
- reunião do Comando de Greve no dia 11 de agosto, nos turnos da manhã e da tarde;
- mobilização junto à comunidade escolar para informar pais e responsáveis sobre os motivos da paralisação;
- ato público em frente à Prefeitura de Natal, no dia 6 de agosto, às 8h, marcando o início da greve.
Até o momento, a Prefeitura de Natal não havia se pronunciado sobre a decisão da categoria ou sobre novos avanços nas negociações.

