As obras que vão resolver em definitivo o problema da falta de água em Nova Cruz, Montanhas, Canguaretama, Santa Cruz e outras cidades do Agreste já estão em andamento. Nesta quinta-feira (21), a governadora Fátima Bezerra e o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, estiveram no canteiro do trecho 5. A visita à Adutora do Agreste Potiguar estava no roteiro do Caminho das Águas, que o ministro está cumprindo no Nordeste.
A adutora está inserida no Eixo Água para Todos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-3). O investimento é de R$ 448 milhões. A construção é de responsabilidade da Codevasf, órgão federal vinculado ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.
Quando entrar em funcionamento, a adutora vai desafogar a Lagoa do Bonfim, em Nísia Floresta, que já não consegue atender à demanda por água potável dos municípios atendidos pela Monsenhor Expedito.
Com o sistema saturado, o fornecimento de água é feito atualmente em rodízio e pode piorar caso o inverno de 2026, que está começando agora, não consiga recarregar os estoques dos reservatórios da região. A Lagoa do Bonfim, um desses reservatórios, está hoje com 53,5 milhões de metros cúbicos, 63,6% da capacidade.
A governadora Fátima Bezerra lembrou que o governo do Estado investiu 20 milhões para melhorar o sistema de abastecimento de Nova Cruz, proposta que evoluiu para uma iniciativa de grande porte, definitiva, capaz de resolver o problema da água no Agreste. “Como sempre dissemos, a solução definitiva e de caráter estruturante para a questão da água nesta região passava pelo sistema que está sendo feito, graças ao PAC lançado pelo governo do presidente Lula em 2023.”
O ministro Waldez Góes destacou os investimentos do governo federal em infraestrutura hídrica, via PAC, que permitiram concluir o Complexo Hidros social Oiticica, avançar nas obras do Ramal do Apodi da transposição e construir adutoras como a do Agreste, que vai garantir o abastecimento de 500 mil pessoas no RN. “O Nordeste foi bem contemplado no programa. Somente na agenda da infraestrutura hídrica são R$ 13 bilhões.
Encurtar o tempo
As obras foram iniciadas no trecho 5, visitado pela governadora e pelo ministro. Diferente de outros sistemas adutores, o plano da Superintendência da Codevasf para a Adutora do Agreste é colocar em operação os trechos na medida em que ficam prontos. Por isso, o foco será voltado para o local da captação da água, o trecho 1.
“Por que o trecho 1? Porque é onde vai pegar água no rio Guaju. Então a gente quer preparar lá a estação de bombeamento e dela já começar a execução que vai da adutora até a estação de tratamento de água em Canguaretama. Porque a gente não quer fazer essa obra picadinha, a gente já quer ir fazendo, bombeando e liberando para as cidades. Por isso que eu falo em encurtar o tempo.”
Ao final da visita, a governadora Fátima Bezerra reforçou que a Adutora do Agreste representa uma das obras hídricas mais importantes em execução no estado, por garantir segurança hídrica, desenvolvimento regional e mais qualidade de vida para milhares de famílias. Já o ministro Waldez Góes destacou a parceria entre os governos federal e estadual para acelerar investimentos estruturantes e assegurar o acesso à água como um direito da população.
Participaram da solenidade José Vieira, secretário nacional de Infraestrutura Hídrica; Irani Júnior, secretário adjunto do Novo PAC, representando a Casa Civil; Larissa Rego, diretora-presidente da Agência Nacional de Águas e Saneamento; Leon Aguiar, superintendente da Codevasf; João Maria Cavalcante, superintendente da CBTU no Rio Grande do Norte; Marcélio Júnior, secretário adjunto de Agricultura; Nádia Santos e Carlos Belarmino, presidente da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte; tenente-coronel Fonseca, coordenador da Defesa Civil; Luciano Santos, secretário de Assuntos Federativos. Além destes, também participaram o deputado estadual Francisco (PT), bem como representantes da Prefeitura e da Câmara do município de Nova Cruz.

