O ministro aposentado do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa filiou-se ao Democracia Cristã no início de abril e deve ser lançado pré-candidato à Presidência da República pelo partido.
Segundo a CNN, o DC havia lançado no início do ano Aldo Rebelo para a disputa. O ex-aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu o reequilíbrio entre os Poderes e fez críticas ao Judiciário no evento de lançamento.
Rebelo, no entanto, não deslanchou nas pesquisas de intenção realizadas ao longo dos últimos meses. O partido reviu sua estratégia e decidiu substituir seu pré-candidato.
A avaliação no DC é a de que Barbosa, que presidiu o STF e foi nome de destaque no julgamento do Mensalão, pode simbolizar uma resposta para algumas das principais preocupações que giram em torno das eleições.
O partido vê a crise de ética da política e a desmoralização do STF como temas que devem permear os debates do pleito de outubro.
A percepção na cúpula do partido é a de que Barbosa é a escolha ideal por ter sido projetado nacionalmente como linha-dura contra políticos envolvidos em esquema de corrupção e ser, na avaliação da sigla, um dos nomes mais despeitados no tribunal perante a população.
A qualitativas que estão sendo encomendadas pelo partido indicam que Barbosa se beneficiou do período em que ficou afastado do noticiário.
Integrantes do partido acreditam que a bandeira anticorrupção que vinha sendo usada com frequência pela direita ficou órfã após a implicação de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no caso do Banco Master.
Barbosa é mineiro, vive no Rio de Janeiro e completará 72 anos entre o primeiro e o segundo turno das eleições deste ano.
O DC busca agora um nome de perfil político para compor a chapa com Barbosa. Ao menos dois caciques do centrão foram procurados pela cúpula do partido e se reuniram para conversar sobre alianças nos últimos dias.

