A Polícia Civil deflagrou, nesta quarta-feira (13), a Operação Acesso Restrito para caçar “inimigos internos”. Um policial civil e um policial militar são os alvos principais de uma investigação que apura o vazamento de segredos de um golpe milionário.
Segundo as investigações, os agentes teriam usado seus cargos para acessar e espalhar informações de uma operação que mirava um desvio de R$ 12,5 milhões em milhas aéreas.
A investigação começou após detalhes sigilosos da “Operação Pouso Forçado“, de setembro de 2025, virem a público antes da hora. Na época, a polícia tentava desmantelar uma quadrilha que lavava dinheiro e fraudava programas de milhas de um banco público. O vazamento teria prejudicado o andamento dos trabalhos e exposto estratégias da inteligência.
Hoje, equipes da própria Polícia Civil e da PM cumpriram quatro mandados de busca e apreensão. Os alvos foram residências e locais de trabalho dos policiais suspeitos em Natal e Macaíba.
Computadores e documentos foram recolhidos e passarão por perícia para confirmar se houve venda dessas informações ou favorecimento de criminosos.
O nome “Acesso Restrito” é um recado direto da cúpula da segurança: o banco de dados da polícia não é “terra sem lei”. Em nota, a Polícia Civil destacou que não compactua com desvios de conduta e que o compromisso da instituição é com a legalidade.
Os nomes dos agentes ainda não foram divulgados oficialmente para não atrapalhar o restante das diligências.

