Neste sábado, dia 16, a 1ª Caminhada Espaços Sagrados da Redinha será realizada pelo projeto “Memória Religiosa da Cidade do Natal”, do Departamento de Ciências da Religião da Uern Natal.
A programação tem como objetivo a promoção da educação patrimonial, valorizando e divulgando as referências culturais e religiosas da cidade, seguindo o modelo das Caminhadas já estabelecidas no Centro Histórico e no Alecrim.
A concentração para o evento está marcada para as 15h, na área da praia, ao final da Rua do Maruim.
O Rio Potengi, o antigo Cemitério dos Ingleses, a Capela dos Pescadores e a Igreja de Pedras serão alguns dos pontos a serem visitados. O percurso inclui ainda um cortejo cultural com o Grupo Afoxé Estrela da Manhã, no Quebra-Mar. O encerramento está previsto para às 18h. A participação é livre e gratuita.
A caminhada na Redinha terá um percurso guiado, passando por pontos de relevância histórica e simbólica e promovendo o reconhecimento do território como espaço de memória, fé e identidade. Ao longo do trajeto, professores, estudantes e membros da comunidade se reversarão na explanação histórico-cultural, somando conhecimento acadêmico e saberes locais.
“Neste ponto do percurso, será abordada a significativa presença das religiões e espiritualidades de matriz africana e indígena na Redinha, evidenciada pela histórica atuação de casas tradicionais e pela permanência de práticas culturais e religiosas populares no território”, antecipa a professora Irene van den Berg, idealizadora do projeto.
“Essa caminhada é fruto do Inventário das Referências Culturais da Festa de Nossa Senhora dos Navegantes, que o projeto de extensão Memória Religiosa da Cidade do Natal, desenvolvido desde 2016, realiza em parceria com a Prefeitura Municipal do Natal (FUNCARTE) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN)”, acrescenta.
“A colaboração de diferentes atores comunitários e institucionais na 1ª Caminhada Espaços Sagrados da Redinha reforça o caráter participativo e coletivo da ação. A proposta busca fortalecer os vínculos entre universidade e sociedade, contribuindo para a salvaguarda e a valorização do patrimônio cultural imaterial”, conclui.

