A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná confirmou que dois casos de hantavírus foram registrados no estado: um no município de Pérola d’Oeste e outro em Ponta Grossa. Outros 21 casos foram descartados e 11 seguem em investigação.
O estado paranaense monitora continuamente os casos de hantavirose e afirmou que a doença segue controlada no estado.
O alerta da secretaria ocorre após a Organização Mundial da Saúde divulgar casos e mortes por hantavirose registrados em um navio de cruzeiro que viajava da Argentina para Cabo Verde.
Além dos casos registrados em abril deste ano, em 2025, também houve um caso confirmado no município de Cruz Machado.
Diante a situação atual, o secretário de Estado da Saúde, César Neves, afirmou que os casos estão sob controle e a rede de saúde está preparada. “A hantavirose é uma doença monitorada rigorosamente pela Divisão de Vigilância de Zoonoses e Intoxicações da Sesa. Estamos acompanhando de perto e garantimos que os profissionais de saúde estão capacitados para identificar e tratar com rapidez qualquer suspeita da doença”, disse.
Em uma nova nota, a secretaria informou que os casos deste ano não tem relação com as contaminações por hantavírus no navio de cruzeiro MV Hondius, que está em direção à Espanha. Leia abaixo na íntegra:
“A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) informa que os casos de hantavírus confirmados no Paraná em 2026 não têm relação alguma com o episódio do cruzeiro. Eles foram identificados em Pérola d’Oeste (abril) e Ponta Grossa (fevereiro). Outros 21 casos foram descartados e 11 seguem em investigação. Não há registro da circulação do vírus Andes no Paraná, que tem transmissão viral, de pessoa para pessoa, como os casos confirmados pela OMS. Os casos identificados no Estado são da cepa silvestre, transmitida por meio de animais silvestres (roedores). Não há qualquer surto registrado. A Sesa faz o monitoramento permanente da circulação do hantavírus no Estado, com vigilância ativa (pesquisa ecoepidemiológica) de roedores silvestres em áreas rurais com confirmação de caso em humano e reforça que a doença está controlada no Estado, sem qualquer motivo para preocupação”.
O que é o vírus?
A hantavirose é uma zoonose viral aguda de notificação compulsória imediata. Ela é transmitida aos humanos principalmente pela inalação de partículas presentes na urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados. Outras formas de contágio incluem o contato do vírus com mucosas, arranhões ou mordidas desses animais.
Quando se desenvolve, o vírus pode causar a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH) e em casos mais severos a síndrome da angústia respiratória aguda (SARA), nesse estágio é possível surgir edema pulmonar não cardiogênico, com o paciente evoluindo para insuficiência respiratória aguda e choque circulatório.
Na fase inicial, os sintomas incluem febre, dores nas articulações, dor de cabeça e sintomas gastrointestinais. Se evoluir para a fase cardiopulmonar, o paciente pode apresentar dificuldade para respirar, tosse seca e pressão baixa.
Não há tratamento específico para a infecção por hantavírus, sendo as medidas terapêuticas de suporte e ministradas por profissionais médicos. Ao primeiro sinal da doença, a recomendação é procurar um serviço de saúde imediatamente.
*Com informações de CNN

