O auditor fiscal e pré-candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) ao Governo do Rio Grande do Norte nas eleições de 2026, Cadu Xavier, afirmou em entrevista ao Repórter 98 FM, na noite desta quarta-feira (15), que o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, – também pré-candidato – foi consistente em sua análise política com relação a ir para o segundo turno com ele, diante da polarização que ocorre, atualmente, no cenário nacional. “O ex-prefeito, que tem dificuldades em acabar obras, declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL). Portanto, tem campo político definido. Teremos palanque de polarização”, projetou.
Nessa terça-feira (14), Álvaro Dias usou o episódio do acerto que diz ter tido nas eleições de 2024, quando previu que Carlos Eduardo Alves ficaria fora do segundo turno, como base para projetar o cenário de 2026, com direito a aposta firme na polarização, durante entrevista concedida ao programa Repórter 98. Nesse sentido, Álvaro não prevê o ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (|União Brasil), na reta final da eleição.
Ainda com relação ao segundo turno, Cadu preferiu não mencionar quem acredita ser seu concorrente político no segundo turno, mesmo concordando com a previsibilidade de Álvaro e afirmou: “Temos convicção que estaremos no segundo turno, pois temos o maior cabo eleitoral do país, que é Lula. Meu palpite no segundo turno será eu e outro candidato”.
Ele espera que tenha como vice na sua chapa um nome feminino, desde que traga consigo a marca da lealdade e participação efetiva em seu projeto de gestão. O prefeito de Assu, Gustavo Soares, articulado pelo PV, como também a ex-secretária de Assú, Luciana Soares (PV), e ainda a ex-deputada estadual Larissa Rosado (PSB) não foram descartados, mas também não foram confirmados por Cadu como vices na chapa.
O valor moral destacado por Cadu reflete, diretamente, na saída do vice-governador Walter Alves, que segundo o pré-candidato, deixou uma grande lição ao PT, quando não quis assumir o governo, mesmo sendo um direito seu, e depois disso ‘subir’ no palanque de oposição a Fátima Bezerra. “Não tem outra palavra que isso não seja traição”, disse.
DESAFIOS
Cadu também destacou que seu maior desafio, caso seja eleito, será melhorar as receitas do Estado para suprir a demanda do déficit previdenciário. Na ocasião, ele destacou que não pretende cobrar ou aumentar os impostos, mas intensificar diálogos com as academias e setor empresarial potiguar para alavancar a geração dos empregos.
O auditor fiscal elogiou a trajetória de Fátima Bezerra, citando avanços na Educação, Saúde, Segurança Pública e política tributária, permitindo o aumento de cidadãos potiguares com carteira de trabalho assinada. Mesmo assim, Cadu reconhece os desafios e afirma que pretende avançar para melhorar a qualidade de vida das pessoas. “Apesar da situação preocupante do endividamento de 3 bilhões, sei que podemos melhorar isso, reduzindo os gastos com pessoal e expandindo a capacidade de investimento do estado. “Afirmo que não vinculo minha imagem a essa situação durante a campanha eleitoral”.
SENADO
Cadu também confirmou na entrevista a 98 FM que o nome para a segunda opção na chapa do Senado Federal será indicado pelo PDT na base governista. Ele também descartou uma união com a senadora Zenaide Maia (PSD) para o pleito de outubro.
“Nós temos um pré-candidato do PDT, que ainda não há definição entre o nome, se vai ser, quem vai encabeçar a chapa, se vai ser o ex-senador Jean Paul Prats, um grande quadro, ou o ex-deputado Rafael Motta, que é outro grande quadro, cada um com as suas características, mas o time de Lula está escalado”, disse.
A articulação também foi apontada pelo pré-candidato ao Senado, Rafael Motta, durante entrevista ao programa na última semana. Além de Motta, o partido também possui o Jean Paul Prates como pré-candidato ao cargo. O nome a ser escolhido pela legenda deverá ser definido por meio de pesquisa que indicará o potencial eleitoral mais competitivo.
Questionado sobre uma possível aliança política entre o grupo e a senadora Zenaide Maia (PSD), ele afirmou que a parlamentar está com a oposição, e por isso, já escolheu o seu lado.

