O RN NA LANTERNA DA INOVAÇÃO
É desolador observar o mapa do desenvolvimento nordestino e perceber que o Rio Grande do Norte parece estagnado em um cartão-postal de décadas atrás. Enquanto nossos vizinhos aceleram rumo à economia digital e à infraestrutura do século XXI, o solo potiguar amarga uma paralisia estratégica que nos empurra para a rabeira da região. A pergunta que não quer calar na CONVERSA LIVRE de hoje é: até quando viveremos apenas de sol e mar, ignorando que o mundo agora gira em torno de dados e conectividade?
A disparidade é gritante. O Ceará consolidou-se como um hub tecnológico global, recebendo um dos maiores complexos de Data Centers do mundo em Fortaleza, aproveitando sua posição estratégica de cabos submarinos. Pernambuco, com o Porto Digital, é referência internacional em retenção de talentos e criação de softwares. Até o Piauí, outrora visto com desdém, tem dado lições de gestão ao atrair investimentos vultosos em tecnologia educacional e digitalização de serviços públicos. A Bahia, por sua vez, avança a passos largos no desenvolvimento de polos industriais tecnológicos e hubs de inovação automotiva e aeroespacial.
E o Rio Grande do Norte? Nós ostentamos, com orgulho legítimo, a liderança nacional na produção de energia limpa. Mas de que adianta sermos a “terra dos ventos” se não temos para onde soprar essa riqueza? A inércia dos nossos dirigentes é gritante: não houve força política ou capacidade de articulação para sensibilizar o Governo Federal a investir nas linhas de transmissão necessárias. O resultado? Produzimos uma energia que não conseguimos escoar em sua totalidade, um desperdício imperdoável de potencial econômico que trava a industrialização e a geração de empregos de alto valor agregado.
Parece que o RN se acomodou no conforto do setor turístico, como se a beleza das nossas dunas fosse o suficiente para pagar a conta do futuro. Turismo é fundamental, mas não pode ser a única muleta de um Estado que ignora a revolução tecnológica. Enquanto o Nordeste se transforma em um “Vale do Silício” brasileiro, o Rio Grande do Norte corre o risco de virar uma peça de museu a céu aberto. É preciso acordar. O futuro não espera por quem se contenta com o pouco.
GUERRA
Afora os partidos de esquerda com alguns se conformando em sua pequenez ou os demais que seguem rigidamente o que determina o Partido dos Trabalhadores, partidos políticos locais estão enfrentando uma verdadeira “guerra das nominatas”
DISPUTA
Essa disputa está ligada para as definições de candidatos e candidatas para deputação estadual e federal. Em cada nominata, são escolhidos os “puxadores de votos”, mas na grande maioria dessas nominatas, especialmente de deputado estadual, o que mais se comenta são as chamadas “esteiras”.
ESTEIRAS
Quer nas nominatas para deputado estadual ou para deputado federal, seja em qualquer partido de esquerda, de direito ou de cento, as famosas “esteiras” são aqueles candidatos sem qualquer chance de se eleger, mas que detém a liderança em algum município ou alguma comunidade.
ESTEIRAS 2
A soma dos votos dessas lideranças paroquianas reflete no montante que aquele partido ou Federação soma para contabilizar e ajudar àqueles que apresentam votos suficientes a alcançar o chamado coeficiente eleitoral determinado em razão do número de eleitores participantes do pleito.
ESTEIRAS 3
Na verdade, as chamadas “esteiras” servem ao objetivo de somar fotos para garantir a eleição dos cognominados “puxadores de votos”. Às vezes, muito raramente, uma dessas “esteiras” consegue se eleger.
THÁBATA
A vereadora Thábatta Pimenta, ainda no PSOL mas de mala arrumada para ingressar no PV, deverá ser candidata a deputada federal pela Federação PT, PV e PC do B, embora ela já tenha demonstrado interesse em assumir a segunda vaga do Senado, na mesma Federação.
OLIGARQUIA
Enquanto se define se será candidata à Câmara dos Deputado ou ao Senado Federal, Thábatta está arquitetando montar a oligarquia Pimenta, pois já tem planos de filiar seu irmão Ryan no PSOL, para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa.
EX-PREFEITO
No princípio da semana, a coluna relacionou o ex-prefeito Carlos Eduardo Alves como espectador de luxo da situação política potiguar. Ou seja, informou que o ex-prefeito de Natal ainda não tinha se definido por qual grupo participaria na eleição.
LUNETA
A coluna informou que Carlos Eduardo estava tão bem acomodado na antecipação do pleito que, imaginariamente, estava sentado no cume do Morro do Careca, utilizando-se de uma luneta voltada para o oeste potiguar, observando os acontecimentos.
SENADO
Hoje, o ex-prefeito de Natal, de tanto observar as cenas políticas do estado, deverá anunciar que vai se filiar a União Brasil e compor a chapa do Senado com Zenaide Maia, tendo o prefeito da Capital do Oeste, Alysson Bezerra, como candidato ao governo do estado.

