O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, confirmou nesta quarta-feira (18) que a bomba encontrada próxima à fronteira com o Equador pertence ao Exército equatoriano.
Em publicação na rede social X, Petro afirmou: “A investigação continua e será emitida uma nota de protesto diplomático.”
Na terça-feira (17), ataques na região fronteiriça deixaram 27 mortos carbonizados. “Não dei ordem para esses ataques”, disse Petro, ressaltando que as ações não foram realizadas pelas forças de segurança colombianas.
O presidente do Equador, Daniel Noboa, afirmou que os ataques ocorreram dentro do território equatoriano e tiveram como alvo grupos criminosos ligados ao narcotráfico.
A acusação de Gustavo Petro surge em meio a uma crise diplomática com o Equador, após Noboa anunciar a cobrança de uma “taxa de segurança” de 30% sobre produtos colombianos.
O governo equatoriano justificou a medida citando déficit comercial e falta de cooperação no combate ao tráfico de drogas, alegações negadas pela administração de Petro.
Em resposta, a Colômbia informou que suspenderia o fornecimento de eletricidade ao país vizinho e anunciou a aplicação de uma tarifa de 30% sobre 20 produtos equatorianos.
*Com informações de g1

