O programa de cuidado do Infarto agudo do miocárdio no Rio Grande do Norte ultrapassou a marca de 900 vidas salvas em 2026. Prestes a completar quatro anos de funcionamento, a iniciativa do Governo do Estado já contabiliza 908 atendimentos realizados por meio do procedimento de trombólise.
De acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap), os atendimentos ocorreram entre abril de 2022 e janeiro deste ano em 12 unidades de saúde do estado.
A trombólise é um procedimento de emergência utilizado para restaurar o fluxo sanguíneo por meio da aplicação de medicamentos capazes de dissolver coágulos que bloqueiam artérias e provocam o infarto. Os medicamentos são adquiridos pelo governo estadual e distribuídos pela Sesap aos hospitais que integram a linha de cuidado.
Atualmente, a rede é formada por oito hospitais da rede estadual e quatro unidades administradas por municípios, incluindo duas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), em Macaíba e Parnamirim, e dois hospitais municipais, em São Gonçalo do Amarante e Santa Cruz.
Entre as unidades da rede, o Hospital Estadual Telecila Freitas Fontes, em Caicó, registrou o maior número de atendimentos, com 240 casos. Em seguida aparecem os hospitais regionais de Pau dos Ferros, com 176 atendimentos, e de Santo Antônio, com 113.
Além da assistência direta, a Sesap também investiu na capacitação de profissionais. Em parceria com a empresa Boehringer Ingelheim, mais de 4 mil profissionais de saúde das redes estadual e municipal já foram treinados para atuar na linha de cuidado do infarto em todas as regiões do estado.
Queda na mortalidade
Segundo a Sesap, o programa também contribuiu para a redução da taxa de mortalidade hospitalar por infarto no Rio Grande do Norte. Entre 2022, ano de lançamento da iniciativa, e 2025, a taxa caiu de 8,57% para 5,36%.
Com esse resultado, o estado registrou, em 2025, a segunda menor taxa de mortalidade hospitalar por infarto no Nordeste, ficando atrás apenas do Piauí, além da terceira menor do país.
Nos números absolutos, o estado passou de 2.130 óbitos em 2022, com taxa de 62,14 mortes por 100 mil habitantes, para 1.829 mortes em 2025, reduzindo o índice para 53,07 óbitos por 100 mil potiguares.

