25 anos! Casa da Ribeira, da arte e da cultura

Antes de ser reconhecida internacionalmente como espaço cultural independente, a Casa foi hospedaria, padaria e armazém. As paredes erguidas por mãos anônimas jamais imaginaram que, depois de 10 anos de portas fechadas, ali floresceu um território de desenvolvimento humano através da arte, experimentação artística e encontro comunitário. No fim dos anos 1990, o sonho ganhou forma pelas mãos dos então integrantes e o Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare e produtores independentes, que buscavam um espaço para ensaios e apresentações, mas vislumbrava muito mais: um teatro, uma sala de exposições e um café cultural abertos à cidade.
Há 25 anos, o casarão centenário na rua Frei Miguelinho, no bairro da Ribeira, deixava de ser apenas memória arquitetônica para se tornar símbolo vivo de criação, resistência, educação pela Arte e reinvenção cultural. A Casa da Ribeira celebra, em 2026, um quarto de século de história e inicia as comemorações com o Festival Verão Aquilombado, de 6 a 8 de março, reafirmando seu compromisso com o passado, o presente e o futuro da arte e cultura, no Rio Grande do Norte e no Brasil.
Mais que vocação artística, a Casa da Ribeira tornou-se prática concreta de restauração urbana integrada ao bairro histórico que resiste há décadas. Em um tempo em que o desenvolvimento muitas vezes se confunde com demolição e padronização arquitetônica, a Casa permanece como crítica viva e poética à lógica do apagamento provando que preservar também é avançar.
Em 25 anos, a Casa da Ribeira construiu um legado que ultrapassa estatísticas, mas que também se traduz em números expressivos: 542.981 espectadores; 2.810 espetáculos apresentados; 51 exposições de artes visuais; 54 projetos artísticos, culturais e educativos realizados; 28 editais de ocupação abertos e 06 prêmios locais e nacionais conquistados.
Em uma fala coletiva, a liderança da Casa afirma. “Ao completar 25 anos, a Casa da Ribeira reafirma que cultura não é ornamento: é fundamento. O passado sustenta, o presente pulsa e o futuro se constrói no encontro. Em cada espetáculo, exposição ou debate, a Casa segue sendo abrigo de ideias, território de resistência e educação através das artes independentes em Natal, no Rio Grande do Norte e no Brasil”.
Festival Verão Aquilombado abre as celebrações dos 25 anos
O Festival Verão Aquilombado inaugura o ano comemorativo da Casa da Ribeira entre os dias 6 e 8 de março de 2026, com programação gratuita dentro e fora do espaço cultural. Mais do que um festival, trata-se de um aquilombamento contemporâneo: um encontro de narrativas negras e LGBTQIAPN+, promovendo fruição artística, economia criativa e diálogo intercultural.
Com mais de 30 atrações, o festival reúne dança, música, teatro, contação de histórias, artes visuais, cinema, culturas tradicionais e uma feira de afroempreendedorismo instalada na rua, onde artesanato, moda e gastronomia dialogam com inovação tecnológica, “pink money”, debates sobre decolonialidade e práticas antirracistas.
O projeto foi aprovado no Edital de Fomento às Artes Integradas e Outras Expressões Artísticas – 08/2024 – Ações Culturais – Faixa 02 – PNAB SECULT/RN. Conta com apoio da Fundação José Augusto, através da Secretaria de Cultura do RN, Governo do Estado do RN, Sistema Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, Ministério da Cultura e Governo Federal.
Programação – Festival Verão Aquilombado
Local: Casa da Ribeira, Rua Frei miguelinho, 52 – Ribeira
06 de março (sexta-feira) – a partir das 19h
19h – Cerimonial do Aniversário de 25 anos da Casa da Ribeira (Sala de Teatro/Exibição)
20h – Solo “Eu Fêmea”, com Rozeane Oliveira (Sala de Teatro/Exibição)
07 de março (sábado) – das 15h às 22h
15h – Abertura da Feira de Afroempreendedorismo (rua)
15h – Apresentação do Grupo Folia de Rua Potiguar (rua)
15h às 22h – Exposição “A Jurema Sagrada e o povo da rua: a encruzilhada que abre caminhos”, de Maya Torres e Isa Antoniazzi (Sala de Arte Contemporânea)
16h – Contação de histórias africanas para o público infantil com Iyalê (Café Cultural/Ponto de Leitura)
18h – Debate sobre Economia e Afroempreendedorismo com Stéphanie Moreira e Judson Andrade (Sala de Teatro/Exibição)
19h – Mostra Aquilombar-se – Exibição de 08 curta-metragens potiguares com Curadoria Auana Câmara e da Distribuição Kaboca Filmes (Sala de Teatro/Exibição)
08 de março (domingo) – das 15h às 22h
15h – Feira de Afroempreendedorismo (rua)
15h às 22h – Exposição “A Jurema Sagrada e o povo da rua: a encruzilhada que abre caminhos” (Sala de Arte Contemporânea)
16h – Contação de histórias africanas com Iyalê (Café Cultural/Ponto de Leitura)
17h às 19h – Cypher de Breaking com grupos convidados e mediação de Kamal (rua)
19h30 – Apresentações livres de Slammers e mediação de Amém Ore e Adaaayo (10 artistas convidados – Sala de Teatro/Exibição)
Música por todos os lados!
Galo do sol voltou!

O bloco, que marcou época no Carnatal e integra o calendário afetivo dos foliões da capital, retorna ao circuito cultural da cidade. No dia 8 de março, o Bloco Galo do Sol promove uma festa gratuita no Centro de Turismo, a partir das 15h, reunindo frevo, maracatu e axé na chamada ressaca carnavalesca. Quem vai comandar a festa é o cantor pernambucano Almir Rouche, conhecido pelo repertório ligado ao frevo e às manifestações populares de Pernambuco. A programação inclui ainda o retorno da Banda Impacto Cinco e apresentação do DJ Jean Fernandes. A festa acontece com retirada de ingresso solidário e doação de alimento. A proposta do evento é reunir fãs das tradições carnavalescas em um formato aberto ao público, mantendo a circulação de manifestações culturais nordestinas após o encerramento oficial da festa.
Dosol é do Rock

A nova música potiguar ganha um espaço de encontro, escuta e experimentação neste fim de semana com a realização do Pensando Música 2026 na Sede Cultural DoSol. Com entrada gratuita, o projeto reúne artistas, produtores e público em uma programação que mistura shows, workshop e momentos de diálogo. A programação começa no sábado (7), a partir das 19h, com apresentações de Terto, Peux, Dona Liberdade e Zael, abrindo a noite com diferentes sonoridades da produção autoral local. No domingo (8), às 10h, acontece o Pitching do Festival DoSol, voltado para apresentação de projetos e ideias. À tarde, às 15h, o artista Niltolas conduz um workshop de dança.A partir das 17h30, o palco volta a receber apresentações ao vivo com Julio Lima, Flau Flau, além de The Sinks, Bixanu e Caridea.

