ALYSSON E A TENSÃO ELEITORAL
Em outra ocasião, CONVERSA LIVRE já abordou o tema quando do acontecimento e agora volta para avaliar como a deflagração da Operação Mederi pela Polícia Federal, no último dia 27, alterou a temperatura política no Rio Grande do Norte e colocou o prefeito de Mossoró, Alysson Bezerra (União Brasil), em um cenário de alta vulnerabilidade jurídica e exposição mediática.
Líder nas recentes pesquisas de intenção de voto para o Governo do Estado em 2026, o prefeito de Mossoró viu a Polícia Federal adentrar sua residência com mandados de busca e apreensão, resultando no recolhimento de seu celular, notebook e dois discos rígidos (HDs).
A ação da PF, fruto de denúncias formalizadas ainda em 2023, investiga supostas fraudes em contratos e desvios de recursos públicos. Contudo, a situação do gestor transcende este episódio isolado. Alysson Bezerra já enfrenta um histórico de embates com os órgãos de controle. O prefeito é alvo de outras denúncias formuladas junto ao Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) e responde a processos que tramitam na Justiça potiguar, envolvendo questionamentos sobre a legalidade de atos administrativos e a gestão de recursos na segunda maior cidade do estado.
Mesmo com o nome estampado nos principais veículos de comunicação do país sob o rótulo de investigado, o prefeito evitou a “estratégia do avestruz”. Em vez de se retrair, Alysson buscou a linha de frente, concedendo entrevistas aos maiores veículos do estado para sustentar sua versão de inocência. Ele atribui o volume de denúncias ao expressivo número de inimigos políticos que angariou em sua ascensão meteórica e nega qualquer irregularidade. No entanto, a presunção de inocência, garantida pelo rito democrático, aguarda agora o crivo técnico das perícias da Polícia Federal e o desenrolar das ações em que o Judiciário já se debruça sobre fatos concretos.
O apoio institucional recebido de partidos como União Brasil, Progressistas, MDB, PSD e Solidariedade, por meio de notas oficiais e a convocação de ato para provável lançamento da candidatura de Alysson no próximo dia 7 é lido por analistas como uma manobra clássica de contenção de danos. A união das siglas visa evitar que a imagem de “novo” e “eficiente” seja corroída perante o eleitorado, embora tais notas e nem muito menos o ato público possua peso legal diante das evidências colhidas.
O cenário agora entra em uma fase de aferição. Enquanto a Polícia Federal analisa os dados dos dispositivos apreendidos, adversários e correligionários monitoram os bastidores. A grande incógnita permanece no comportamento do eleitor: certamente que institutos de pesquisa estão sendo acionados para medir o nível de acolhimento das justificativas do prefeito e se o impacto das operações policiais e processos judiciais será capaz de reverter o favoritismo de Alysson Bezerra na disputa pelo Governo do Estado.
JUNÇÃO
No caso de uma eleição indireta para a escolha de quem irá governar o estado no mandato-tampão, há a possibilidade real dos dois grupos oposicionistas, liderados por Rogério Marinho (PL) e Alysson Bezerra (União Brasil) se unir com o único objetivo em derrotar o bloco petista liderado pela governadora Fátima Bezerra (PT).
TAMPÃO
Por falar em mandato-tampão, a coluna ouviu cochichos sobre a possibilidade da candidatura do secretário Guilherme Saldanha, da Agricultura e Pesca, para o mandato-tampão. A coluna tentou ouvir Guilherme, mas ele logo desconversou.
ENGENDRANDO
Quem tem ventilado a possibilidade de Guilherme Saldanha vir a ser candidato na eleição indireta para o governo fala com propriedade e diz que é um dos auxiliares que a governadora Fátima Bezerra mais confia, e sua indicação para a pasta que dirige atualmente partiu do deputado Ezequiel Ferreira de Souza. Pode unir o útil ao agradável.
NOMINATA
Na formação da nominata dentro da Federação PT/PV/PC do B, o Partido Verde está buscando alternativas para garantir o mandato de Eudiane Macedo depois de registrar perdas eleitorais significativas com a saída de Hermano Morais (agora no MDB), George Soares (no TCE) e Vivaldo Costa (não vai tentar reeleição)
NOMINATA 2
Com a saída dos três nomes, há uma perda mais de 106 mil votos e isso tem significado na soma dos votos para o Partido Verde e consequentemente para a Federação. O PV já está buscando alternativas nos chamados “esteiras” para angariar votação significativa em bairros e municípios.
CARLOS EDUARDO
Errou quem noticiou que o ex-prefeito Carlos Eduardo Alves tenha lançado sua candidatura a deputado estadual, em almoço que ocorreu em sua residência, em Pirangí, na última quinta-feira.
Nem antes, durante ou depois do almoço houve anúncio de candidatura. Por enquanto, Carlos Eduardo “navega” sobre os números positivos da ultima pesquisa realizada em Natal.

