A PF (Polícia Federal) realizou, nesta sexta-feira (23), uma operação para cumprir quatro mandados de busca e apreensão em endereços, no Rio de Janeiro, ligados à diretoria do Rioprevidência. Os investigados são: o diretor-presidente da instituição, Deivis Marcon Antunes; o ex-diretor de investimentos, Eucherio Lerner Rodrigues e o ex-diretor de investimentos interino, Pedro Pinheiro Guerra Leal.
O trio é suspeito de fazer operações financeiras irregulares que colocaram em risco o patrimônio da autarquia, responsável pela gestão das aposentadorias e pensões dos servidores públicos do estado do Rio de Janeiro. As buscas foram feitas nas residências dos investigados e no prédio do Rioprevidência. As investigações apontam para movimentações de aproximadamente R$ 970 milhões de recursos em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master.
Estão sendo apurados crimes contra o sistema financeiro nacional, como gestão fraudulenta, desvio de recursos, indução em erro repartição pública e fraude à fiscalização ou ao investidor, além de associação criminosa e corrupção passiva.
Quem são os investigados
Antunes é graduado em direito pela PUC-PR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná) e construiu uma carreira majoritariamente no ecossistema de previdência complementar e governança corporativa, assumindo a presidência da instituição em 2023.
Rodrigues, por sua vez, deixou o cargo de diretor de investimentos da Rioprevidência antes do início das aplicações no Banco Master. Seu cargo foi assumido por Leal, em março de 2023, mesmo mês em que a autarquia passou a investir nas letras financeiras do Master.
Banco Master
O Banco Central foi liquidado pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025, após investigações da Polícia Federal apontarem que a instituição utilizava créditos fictícios e triangulações financeiras complexas para inflar artificialmente seu patrimônio e mascarar um colapso de liquidez.
O esquema envolvia a emissão de títulos falsos e a venda de carteiras de crédito inexistentes para outras instituições, como o banco público BRB, além de captar recursos de investidores através de taxas de juros consideradas insustentáveis pelo mercado.
A liquidação foi questionada e será avaliada pelo TCU (Tribunal de Contas da União), mas não há possibilidade de que a liquidação seja revertida, segundo o próprio Tribunal.
*Com informações do R7

