MOSSORÓ SEM ESTÁDIO
Mossoró, a Capital do Oeste Potiguar, vive hoje um paradoxo doloroso para os amantes do esporte.
Se na década de 1960 a figura vibrante de Manoel Leonardo Nogueira simbolizava a ascensão e a organização do futebol local, o cenário atual é de um “vexame” histórico que silencia as arquibancadas e frustra a torcida. O estádio que leva seu nome, o Nogueirão, outrora palco de embates épicos onde os clubes mossoroenses desafiavam a hegemonia de ABC e América, encontra-se hoje como um símbolo do descaso: interditado e inutilizado.
A crise não é apenas estrutural, mas de gestão. Apesar de o terreno do estádio ser de propriedade da LDM – Liga Desportiva Mossoroense, a administração do prefeito Alysson Bezerra tem sido alvo de críticas por não ter conseguido, ao longo dos últimos anos, viabilizar a restauração da principal praça esportiva da cidade ou concretizar a transição para uma nova arena. O hiato de quase dois anos sem futebol profissional regular no Nogueirão drenou a economia esportiva local e feriu a identidade cultural da cidade.
Curiosamente, o despertar para o problema coincide com o calendário eleitoral de 2026. De um lado, o Governo do Estado anuncia um projeto para 5.000 torcedores, em área atualmente destinada para construção de casas para policiais militares; do outro, a Prefeitura projeta uma nova arena com capacidade para 15.000 espectadores no mesmo local, em nova tentativa através de uma PPP – Participação Público-Privada, que é um contrato de longo prazo entre governo, no caso municipal, e empresas.
Essa “corrida por obras” levanta questionamentos pertinentes sobre a real prioridade do futebol potiguar: 1) Viabilidade Técnica: Projetos anunciados às pressas em anos de pleito muitas vezes carecem de estudos de impacto e orçamento garantido; 2) Continuidade: O torcedor teme que as promessas se tornem apenas “pedras fundamentais” que não sairão do papel após a apuração dos votos; e 3) Logística: Mossoró precisa de uma solução definitiva que comporte a grandeza de seus clubes e a paixão de sua gente, indo além de medidas paliativas.
O futebol de Mossoró já provou que pode ser gigante. No entanto, para retomar seu protagonismo, a cidade precisa de políticas públicas de Estado, e não apenas de palanque. Se o ano eleitoral será o catalisador da reconstrução ou apenas mais um capítulo de decepção, é uma resposta que só o tempo – e a cobrança constante da sociedade – dirá.
PESQUISA
Quem leu a pesquisa eleitoral feita pelo Instituto DATAVERO nos dias 10 e 11 de janeiro, devidamente registrada na Justiça Eleitoral e publicada neste DIÁRIO DO RN, pode constatar a robustez de prestígio do ex-prefeito Carlos Eduardo Alves (PSD) junto ao eleitorado natalense.
ROBUSTEZ
Mesmo com seu potencial eleitoral no principal colégio eleitoral do RN, o ex-prefeito de Natal ainda não se definiu por qual grupo ou qual cargo disputará o pleito deste ano. De uma alternativa ele tem certeza de que estará de fora: composição com o candidato Álvaro Dias (PL). Zero possibilidade de se compor com Álvaro, diz a assessoria de Carlos Eduardo.
ALTERNATIVAS
Integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT) que não acreditam na candidatura de Cadu Xavier (PT) enxergam Carlos Eduardo Alves como uma alternativa para disputar o Governo do Estado, até porque entendem que no atual momento “com o desgaste de Fátima, não dá para se jogar com uma chapa puro sangue”
ALTERNATIVAS 2
Em recente reunião do Partido dos Trabalhadores, a pesquisa do DATAVERO que demonstra a robustez eleitoral de Carlos Eduardo, em Natal, esteve sendo analisada, mas sem qualquer definição em torno do nome do ex-prefeito da Capital.
VERDE
Ao analisar os números da pesquisa DATAVERO, a direção do Partido Verde, integrante da Federação da Esperança (PT/PV/PC do B) passou a entender a força política de Carlos Eduardo e recomendou ao presidente Rivaldo Fernandes a fazer o convite ao ex-prefeito para se filiar ao Partido Verde (PV).
RIVALDO
Para o presidente estadual do PV, “com o potencial eleitoral que Carlos Eduardo tem e estando filiado ao PV, a Federação terá nas mãos alternativas mais viáveis, se assim desejar”. Mas ainda não houve a oportunidade, até ontem, de Rivaldo Fernandes conversar com Carlos Eduardo.
PAULINHO
Por outro lado, o prefeito Paulinho Freire, o único dos três poderes (federal, estadual e municipal) bem avaliado pelos natalenses, terá papel preponderante na eleição de Álvaro Dias para o Governo do Estado e vai demonstrar todo o seu potencial eleitoral.
PAULINHO 2
Além de querer contribuir decisivamente com a eleição de seu correligionário Álvaro Dias para o Governo do Estado, o prefeito Paulinho Freire também terá a responsabilidade de alcançar substancial votação para eleger Nina Souza a deputada federal, pelo Partido Liberal.

