A CORRIDA ELEITORAL E SUAS INDEFINIÇÕES
O calendário avança e o pleito de outubro de 2026 se aproxima, mas, no tabuleiro da política potiguar, a formação das chapas majoritárias para a disputa do Governo do Estado segue em um estado de indefinição, beirando o surreal. Embora o relógio marque o tempo para as articulações, a poeira ainda está longe de baixar, e os pré-candidatos se equilibram em cordas bambas que ameaçam desmanchar qualquer esboço de aliança.
A chapa que, paradoxalmente, parece estar mais consolidada é a do prefeito mossoroense Alysson Bezerra (União Brasil). Sua pretensão ao Governo do Estado está clara, mas a sua candidatura é acompanhada por uma sombra pesada: uma série de denúncias de prováveis atos de corrupção que teriam ocorrido durante sua gestão à frente da Prefeitura de Mossoró. O ineditismo de uma chapa “pronta” e, ao mesmo tempo, “sub-júdice” impõe um tempero de incerteza à sua viabilidade.
Do outro lado do espectro oposicionista, o senador Rogério Marinho (PL) é o nome mais forte. No entanto, o que parecia inabalável pode ser modificado. Embora Rogério tenha se mostrado peremptório em sua decisão de disputar o Governo, os ventos de Brasília sopram forte e podem alçá-lo à condição de Coordenador da Campanha Presidencial de seu grupo político. Caso isso se concretize, o Senador deverá ser substituído pelo ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (Republicano), que, embora tenha prestígio na capital, teria que rearticular a oposição no interior.
Na base situacionista, o cenário não é menos nebuloso, apesar da persistência petista em ater a candidatura de Cadu Xavier ao governo do estado. A governadora Fátima Bezerra (PT), que deve disputar uma vaga no Senado, enfrenta a indefinição crucial do seu vice, Walter Alves (MDB). Ele já anunciou sua pretensão de não assumir a governança do estado com a renúncia de Fátima, o que era o movimento esperado. A negativa de Walter cria um vácuo e obriga a uma nova e complexa engenharia para o desenho da chapa governista, a partir da possibilidade de o próximo Governador(a) ser escolhido pela Assembleia Legislativa com a composição completamente modificada em relação ao cenário atual
Em suma, a 10 meses do pleito, a política potiguar parece um jogo de xadrez onde os peões, torres e reis se recusam a ocupar suas posições. O eleitor, por sua vez, aguarda ansiosamente o desfecho dessa novela de incertezas.
EDITORIAL
Na edição de ontem, terça-feira, 16, o jornal Estadão crivou no seu editorial “O Congresso não é inimigo do povo”, com a abertura: “Críticas a projetos de lei ou a parlamentares são legítimas, mas retratar o Congresso como adversário dos brasileiros, como fazem os petistas, revela vocação autoritária”.
CISSA
A atriz Cissa Guimarães, que apesenta programa na TV Brasil, andou eufórica no protesto contra a Câmara dos Deputados e gritou em alto e bom som: “Fora Hugo Motta”. Neste ano, Cisa recebeu um aumento salarial da estatal de aproximadamente 60%. Saiu de R$ 70.000 para R$ 100 mil.
MDB
O partido presidido pelo vice-governador Walter Alves, o MDB, deverá montar uma nominata forte e que deverá eleger uma grande bancada a partir de 2027. Isso se Waltinho definir sua candidatura a ocupar uma das cadeiras no Palácio José Augusto. Será o grande puxador de votos.
ALYSSON
Assessores e partidários da candidatura de Alysson Bezerra ao governo do estado passaram a defender o prefeito mossoroense das acusações sobre possíveis atos de corrupção, alegando que se trata de “campanha direcionada” na tentativa de frear o seu crescimento eleitoral. Será?
ARENA
A Assembleia Legislativa aprovou, dentre várias matérias que fechou a pauta do ano, o projeto de lei que autoriza o Governo do Estado a fazer repactuação do contrato de concessão da Arena das Dunas. O objetivo é alterar condições financeiras para garantir a sustentabilidade da concessão.
ORÇAMENTO
Também foi aprovado o Orçamento do Estado/2026. com a previsão de um déficit de quase 1 bilhão e 600 milhões de reais. O relator Tomba Farias fez a recomendação, em tom crítico, de que a governadora Fátima Bezerra (PT) busque recursos financeiros na esfera federal, se utilizando da proximidade partidária que tem com o presidente Lula (PT).
PENSAR
O grupo PENSAR/RN fechou o calendário de palestras em 2025, ocasião em que diversos assuntos técnicos que favorecem o desenvolvimento do estado foram discutidos. Para 2026, o PENSAR/RN deverá abrir seu calendário realizando Seminário com participação de convidados. A programação está sendo discutida.

