O DESAFIO PÓS-BOLSONARO
A prisão de Jair Bolsonaro, agora para cumprir pena de 27 anos e 3 meses, e seu consequente alijamento da disputa eleitoral de 2026 forçam uma reorganização complexa e cheia de tensões no campo da direita brasileira. O desafio central é transformar um movimento popular e carismático, fortemente centrado em uma figura (o bolsonarismo), em um projeto de poder institucional com nova liderança, sem que o espólio de votos seja totalmente dissipado.
A direita se divide, essencialmente, em duas vertentes que buscam capitanear o eleitorado conservador: A direita pragmática e governista (pós-Bolsonaro) representada principalmente por Governadores de projeção nacional e líderes do Centrão, esta ala busca se descolar dos ruídos institucionais mais radicais do bolsonarismo, mas sem repudiar sua base. O objetivo é apresentar um nome com viabilidade eleitoral e capacidade de diálogo com o establishment político.
Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), é o nome de maior consenso entre os líderes de partidos de centro-direita (PSD, PP, União Brasil) e o Centrão. Visto como um gestor eficiente e que consegue atrair votos do bolsonarismo fiel ao mesmo tempo em que reduz a rejeição no eleitorado de centro. A decisão de Tarcísio de concorrer ou buscar a reeleição em São Paulo é o principal nó da direita.
Ratinho Júnior (PSD-PR) surge como um plano B forte, especialmente articulado por líderes como Gilberto Kassab (PSD). Governador popular no Sul, com um perfil menos polarizador que Tarcísio e com o apoio de uma forte estrutura partidária.
Ronaldo Caiado (União Brasil–GO) é uma figura política tradicional, com discurso focado em segurança e agronegócio, – sucesso de sua gestão no estado de Goiás – mas com menor projeção nacional.
Por outro lado, tem a direita ideológica e radical (bolsonarista raiz) com entrada na família e nos quadros mais fiéis do PL e do bolsonarismo puro, esta ala luta para manter o discurso de extrema-direita e a polarização, que tem como opções: 1) Michele Bolsonaro, que lidera as pesquisas de intenção de voto entre os nomes diretamente ligados ao clã, mas sua falta de experiência política executiva e sua alta taxa de rejeição em parte do eleitorado a tornam um risco. 2) Eduardo e Flávio Bolsonaro, sem capital político suficiente para liderar uma chapa presidencial, atuam como articuladores da base ideológica, mas demonstram pouca habilidade para construir alianças amplas, gerando desarticulação, como abordamos na coluna anterior.
A reorganização da direita é, portanto, um jogo de tensões entre a lealdade ao líder encarcerado e o pragmatismo da vitória em 2026. O nome que conseguir a bênção de Bolsonaro e, ao mesmo tempo, demonstrar capacidade de gestão, como Tarcísio, é o que tem o caminho mais claro para a disputa presidencial.
LAPSO
Por um lapso de memória deixamos de registrar, na edição, fazendo a trajetória política do ex-senador Jean-Paul Prates, deixamos de registrar a disputa a que participou como candidato a Prefeito de Natal, em 2020.
DISPUTA
Já na condição de Senador da República, Jean-Paul atendeu a apelos do seu partido, o PT, para marcar presença na disputa eleitoral da Capital do Estado, em 15 de novembro de 2020. Naquela eleição, Álvaro Dias (então no PSDB) foi eleito com 56,58% dos votos apurados, alcançando 194.764 sufrágios.
PT
Na mesma eleição, o candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), o então Senador Jean-Paul Prates obteve 14,38%, somando 49.494 votos. Registre-se que nas eleições de 2016, na disputa pela Prefeitura de Natal, o petista Fernando Mineiro obteve apenas 10,15% do eleitorado, alcançando 36.123 votos.
ALBIMAR
Quem está celebrando a sua indicação como membro do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (HIGRN) é o macauense Albimar Mello, professor da UFRN. Albimar é filho do ex-prefeito de Macau, Albino Gonçalves de Melo, e recentemente foi candidato a prefeito na Terra do Sal, pelo Partido dos Trabalhadores (PT)
HIGRN
Macau já conta atualmente com 8 membros no Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, hoje sob a presidência de Joventina Simões Oliveira, que são: Vicente Serejo, Horácio Paiva, Marluce Paiva, João Maria Fraga, Alfredo Neves (por adoção), Michelle Paulista, Francisco Carlos e Albimar Mello.
ROGÉRIO
Na recente apresentação do Observatório da Oposição, o senador Rogério Marinho (PL) é impiedoso: “O lulopetismo impôs ao Brasil um colapso orçamentário, o retrocesso ambiental e o caos na segurança pública. Aparelhou órgãos, sabotou licenças técnicas e entregou o país ao crime e à dívida trilionária. O Observatório da Oposição nª 111 escancara a farsa da COP30, o orçamento fictício do governo e a leniência criminosa do PT com as facções”.

