REAVALIANDO A ESTRATÉGIA DO BOLSONARISMO
O fenômeno bolsonarista irrompeu no cenário político brasileiro como um catalisador, capaz de despertar e unificar uma direita ideológica que, por anos, permaneceu pulverizada ou à margem do debate público. Impulsionado por um discurso conservador nos costumes e liberal na economia, o movimento liderado por Jair Bolsonaro capitalizou o descontentamento popular com a classe política tradicional, em especial após os escândalos de corrupção e a crise econômica que marcaram os governos do Partido dos Trabalhadores (PT)
A vitória eleitoral de 2018 não foi apenas a ascensão de um ex-militar ao poder, mas a consolidação de uma nova força de direita, com forte apelo popular e mobilização nas redes sociais. Contudo, o que se seguiu foi uma sucessão de escolhas estratégicas do ex-presidente que, se por um lado, mantiveram a base mais fiel engajada, por outro, provocaram um desgaste contínuo e progressivo junto a setores mais amplos da sociedade e das instituições.
A aposta constante no confronto como método de governança, materializada nas brigas incessantes com a imprensa, nos ataques diretos a membros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e na relação turbulenta com o Congresso Nacional, demonstrou ser uma faca de dois gumes. Essa postura, tida como autenticidade pelos apoiadores mais radicais, foi interpretada como ameaça à estabilidade democrática e irresponsabilidade institucional pela maioria da opinião pública.
O ápice desse desgaste, e o momento mais crítico para a imagem do movimento, foram os atos de 8 de janeiro, julgados como tentativa de golpe de Estado. Testemunhos e investigações comprovaram o envolvimento de figuras próximas ao ex-presidente, selando um momento de profunda crise e criminalização para o bolsonarismo e para o espectro da direita que o apoia.
Mais recentemente, o movimento enfrentou um revés diplomático e de imagem com a atuação do deputado federal Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. A defesa e a busca por sanções contra autoridades brasileiras, culminando na discussão sobre os chamados “tarifaços” (tarifas impostas pelo governo Trump), transformaram-se em um tiro no pé.
Enquanto a direita ideológica buscava projeção internacional, a possibilidade de sanções comerciais americanas ao Brasil forneceu ao atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, uma “bandeira” para reforçar sua imagem de defensor da economia nacional e da soberania, deslocando o foco da discussão para a lealdade ao país. Essa manobra minou a credibilidade do bolsonarismo junto a setores do agronegócio e empresariado, além de reforçar a percepção de que a pauta do movimento estaria descolada dos interesses nacionais e institucionais.
Em uma análise isenta, o bolsonarismo foi crucial para a reorganização da direita, mas seus excessos e o método do conflito levaram o movimento a um ponto de inflexão. A busca por apoios externos que pudessem prejudicar o próprio país, vista em episódios como o dos tarifaços, expõe a fragilidade de uma estratégia baseada na confrontação interna e deslegitima a representação da direita responsável, exigindo do espectro ideológico uma urgente reavaliação de suas lideranças e táticas.
PORTO
Enquanto a direção do Porto de Natal se vangloria de ter alcançado o movimento recorde de 80 mil e 200 toneladas como seu melhor resultado nos últimos três anos, inclusive em razão da grande movimentação de frutas, o Porto de Pecém, no Ceará, tem reais motivos para comemorar os números alcançados no mês de maio passado.
PORTO 2
O Porto de Natal precisa se esmerar muito mais para uma disputa com o seu vizinho cearense. É que no mês de maio passado, o Porto de Pecém alcançou a marca de 387.680 toneladas de embarque, mas o seu recorde mesmo foi em outubro de 2021, quando embarcou 676.792 toneladas.
DUDU
E o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) continua fazendo estragos na principal legenda do espectro da direita. Depois de uma trégua, Eduardo Bolsonaro voltou a atacar um dos prováveis candidatos a presidência da República pela oposição, Tarcísio de Freitas.
DESAGREGADOR
O deputado Eduardo Bolsonaro tem mostrado como ser um desagregador de um sistema político.
Ele tem trabalhado com muito mais eficiência em favor do sucesso dos políticos da esquerda. E isso não é de hoje.
CARNATAL
Em um mês, a capital potiguar vai viver mais um período de festividades que prever movimentar mais de R$ 110 milhões na economia do estado e oferecer cerca de 10 mil empregos diretos e indiretos.
CARNATAL 2
Durante 3 dias (5, 6 e 7 de dezembro) a 35ª edição do Carnatal vai trazer blocos com os melhores intérpretes da música brasileira, incluindo aí o genuinamente potiguar Graffith que já vem fazendo sucesso em eventos anteriores.

