A SOLIDARIEDADE SELETIVA DE NATÁLIA BONAVIDES
A declaração da deputada federal Natália Bonavides (PT/RN), que optou por manifestar solidariedade às famílias dos traficantes e bandidos mortos na megaoperação do Rio de Janeiro — ignorando o luto dos quatro policiais vitimados — acendeu um pavilhão de críticas e revelou um profundo descompasso entre a parlamentar e a percepção de segurança da maioria da sociedade.
A repercussão não se limitou ao Rio Grande do Norte, ecoando um debate nacional sobre a priorização ideológica em detrimento da realidade social.
A atitude da deputada, ao que tudo indica, deu força à narrativa que mais incomoda a esquerda no debate público: a de que o Partido dos Trabalhadores (PT) e seus representantes tenderiam a “defender bandido”. Ao se solidarizar publicamente com as famílias dos criminosos, e silenciar sobre a dor dos agentes da lei e das vítimas inocentes da violência, como a pequena Cecília Duarte, de 7 anos de idade, aqui no RN, Natália Bonavides inadvertidamente endossou a leitura de que a sua bússola moral está invertida.
A manobra, que parece ter sido influenciada pela declaração equivocada do presidente Lula sobre “traficantes serem vítimas de viciados”, gerou um desconforto generalizado e foi rapidamente explorada por setores da oposição. A máxima da política de que “não existe vácuo de liderança” foi aplicada: onde houve o silêncio da deputada sobre a morte dos policiais e de Cecília, a crítica política ocupou o espaço, reforçando a ideia de que a esquerda faz uma guarda oportunista da sua bandeira em ano eleitoral, mudando o foco para onde a ideologia aponta, e não para onde a dor da sociedade reside.
Embora a declaração tenha gerado intensa reação negativa no campo da segurança pública e da opinião popular, é provável que a deputada tenha recebido apoio irrestrito, mas enfático, de grupos ideologicamente alinhados ou de movimentos que advogam contra a letalidade policial em operações de grande porte. Tais grupos tendem a ver a manifestação de Natália como um ato de coragem em defesa dos direitos humanos, mesmo que de forma unilateral.
Contudo, a pauta da segurança é, hoje, uma das maiores preocupações do brasileiro. Ao focar sua solidariedade nos alvos da ação policial, a parlamentar se coloca em uma posição de isolamento da maioria da população potiguar, que anseia por ações enérgicas contra o crime organizado e, principalmente, por reconhecimento e apoio às forças de segurança e às vítimas da violência.
O ponto que agrava a situação da deputada é a sua recente investida contra a liberdade de imprensa, em ataque direto a este Diário do RN. O fato de tentar cercear a divulgação de fatos — uma atitude fundamentalmente antidemocrática — ao mesmo tempo em que se posiciona de forma tão controversa em um tema sensível como a segurança, sugere que o seu discurso democrático é inconsistente, como também coloca em xeque a seriedade de seu compromisso com a imparcialidade e a defesa de todos os cidadãos, inclusive aqueles que morrem para nos proteger.
SOCIOLOGIA
Em seu editorial, “A Sociologia de Lula romantiza o crime”, o Estadão teve essa abertura: “Quando Lula disse que traficantes são “vitimas”, não foi ato falho. Desde sempre, os ideólogos progressistas absolvem o criminoso e culpam a sociedade. O crime é mero subproduto do meio”.
FENÔMENO
Empresa do sócio de Sidrônio Palmeira, ministro das Comunicações do governo Lula, ganhou todas as concorrências que disputou na Caixa Econômica. Kertész é dono de uma produtora.
MARKETING
E como dono de uma produtora, Kertész, que é sócio de Sidrônio, ganhou, no atual mandato, todas as concorrências promovidas pela Caixa Econômica. Somadas às duas concorrências que ganhou a Embratur, o sócio de Sidrônio somou a bagatela de R$ 12 milhões em contratos com o atual governo. Um fenômeno.
CURIOSIDADE
Sobre essa informação, o Estadão faz a observação: “Não se trata de condenar ninguém antecipadamente. Mas o distinto público tem o direito de perguntar como se articularam essas concorrências e por que justamente o parceiro do ministro Sidrônio ganhou todas”.
CURIOSIDADE 2
E concluiu: “Ou prevalecerá a impressão de que, como sempre acontece nas administrações petistas, quem tem padrinho (ou sócio) no governo jamais morrerá pagão”.
ABRAÃO
O potiguar Abraão Lincoln, presidente da CBPA, envolvido na roubalheira dos aposentados e pensionistas do INSS, tem demonstrado que continua homem-forte e de prestígio no Palácio do Planalto.
ABRAÃO 2
Ouvido na CPMI, Abraão Lincoln confirmou que foi recebido pela ministra Gleisi Hoffman, em 01 de julho deste ano, “para tratar da Medida Provisória 1303”. Para tratar do mesmo assunto, Abraão voltou ao Palácio do Planalto, no 4º andar, no dia 19 de agosto, mesmo denunciado pelas falcatruas junto ao INSS.

